Início / Versão completa
Geral

PGR defende monitoramento da PF em tempo integral na casa de Bolsonaro

Por Metrópoles 25/08/2025 20:27
Publicidade

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou, na noite desta segunda-feira (25/8), para que se tenha policiamento extra no entorno da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. A manifestação se dá após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitar o posicionamento do Ministério Público acerca da questão.

Publicidade
Leia também

“Tendo em vista o encaminhamento pela própria Polícia Federal da solicitação que recebeu do ilustre Deputado Federal, parece ao Ministério Público Federal de bom alvitre que se recomende formalmente à Polícia que destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas, adotando-se o cuidado de que não sejam intrusivas da esfera domiciliar do réu, nem que sejam perturbadores das suas relações de vizinhança”, diz parecer da PGR.

A Polícia Federal (PF) encaminhou ainda nesta segunda ao STF um ofício elaborado pelo líder o PT na Câmara dos Deputados, deputado federal Lindbergh Farias (PT). No pedido, a PF reforçou a manutenção e constante checagem do sistema de monitoramento eletrônico nas intermediações da casa do ex-mandatário.

As medidas visam assegurar o cumprimento da medida cautelar imposta por Moraes a Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde o último dia 4 de agosto.

“Chegaram ao conhecimento público e institucional informações sobre risco concreto de fuga do acusado, notadamente a possibilidade de tentativa de evasão para o interior da Embaixada dos Estados Unidos da América – e posteriormente solicitar asilo político – situada a aproximadamente dez minutos de seu domicílio em Brasília. Tal circunstância poderia frustrar o cumprimento da ordem judicial e comprometer a aplicação da lei penal”, diz o documento.

Na última sexta-feira (22/8), a defesa de Bolsonaro enviou ao STF explicações sobre o rascunho de um pedido de asilo político à Argentina encontrado pela Polícia Federal no celular do ex-mandatário. No texto, o ex-presidente alega ser perseguido no Brasil “por motivos e por delitos essencialmente políticos” e cita medidas cautelares impostas pelo STF.

Na manifestação, a defesa afirma: “Parece claro que um rascunho de pedido de asilo ao presidente argentino, datado de fevereiro de 2024, não pode ser considerado um indício de fuga. Seria necessário avisar à Polícia Federal, especialmente ao setor de inteligência, que o processo criminal que originou as cautelares foi proposto um ano depois e, desde então, o ex-presidente compareceu a todos os seus atos, inclusive estando em sua residência quando determinado o uso de tornozeleira por Vossa Excelência (Moraes)”.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.