Início / Versão completa
Geral

Postos sob suspeita colocavam até 90% de metanol na gasolina, diz MPSP

Por Metrópoles 28/08/2025 12:27
Publicidade

Alguns dos postos que estão sob suspeita das autoridades na operação Carbono Oculto, deflagrada na manhã desta quinta-feira (28/8) contra um esquema milionário envolvendo postos de gasolina e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), vendiam combustíveis com até 90% de metanol, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Publicidade

O montante é muito superior à porcentagem permitida pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que determina um limite de até 0,5% dessa subtência na gasolina e no etanol.

“O metanol tem restrição na ANP para conter 0,5% em combustíveis, por exemplo, na gasolina e etanol. Não obstante, fiscalizações do estado de São Paulo apontam alguns postos com até 90% de metanol, o que é extremamente arriscado para as pessoas, veículos e meio ambiente”, afirmou Yuri Fisberg, promotor do MPSP, durante coletiva de imprensa logo após a operação.

Em um dos documentos da investigação, no entanto, o MP afirma que somente um dos núcleos identificados pelos agentes, o produto restrito correspondia até a 50% da composição da gasolina.

Publicidade

“Conforme Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o percentual máximo de metanol no combustível comercializado em todo território nacional é de 0.5%. Somente um dos núcleos identificados, em postos do denominado Núcleo ‘SERGINHO’, o produto restrito correspondia até 50% da composição da gasolina”, diz trecho do documento.

A investigação, que mira cerca inúmeros postos de gasolina em todo o Brasil resultou em uma megaoperação para combater um esquema com combustíveis com o envolvimento do PCC.

Segundo a Receita Federal, trata-se da maior operação contra o crime organizado da história do país em termos de cooperação institucional e amplitude. Foram cumpridos cerca de 350 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas em oito estados.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) também ingressou com ações judiciais cíveis de bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, incluindo imóveis e veículos, para a garantia do crédito tributário.

A operação investiga um esquema sofisticado de lavava dinheiro proveniente de crimes na cadeia produtiva de combustíveis que usavam centenas de empresas para operar a fraude, o que permitia esconder a origem dos recursos.

Artifícios como sonegação fiscal e adulteração de produtos aumentavam os lucros da organização criminosa. Somente entre 2020 e 2024, foram importados mais de R$ 10 bilhões em combustíveis pelos investigados.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.