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MUNDO

Preços globais dos alimentos sobem ao maior nível em mais de dois anos, diz FAO

Por Marcos Henrique 08/08/2025 10:27
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Pessoas fazem compras em mercado em Washington • 09/08/2024 REUTERS/ Umit Bektas

Os preços mundiais dos alimentos registraram alta em julho, alcançando o patamar mais elevado em mais de dois anos, segundo relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). O aumento foi puxado pelo forte crescimento nos preços dos óleos vegetais e pelos níveis recordes no preço da carne, que compensaram quedas nos valores de cereais, laticínios e açúcar.

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O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, indicador global para os preços das principais commodities agrícolas, chegou a 130,1 pontos em julho, subindo 1,6% em relação a junho. Esse é o maior valor desde fevereiro de 2023, embora ainda esteja 18,8% abaixo do pico registrado em março de 2022, após a invasão russa na Ucrânia.

O índice de preços da carne atingiu um recorde histórico de 127,3 pontos, 1,2% acima do valor de junho, impulsionado pela forte demanda de importação da China e dos Estados Unidos, especialmente para carne bovina e ovina. Nos EUA, o aumento das importações ocorreu devido à seca que reduziu o rebanho bovino nacional. Já a China importou volumes recordes de carne bovina no ano passado, apesar de uma investigação oficial ter criado incertezas no mercado. Os preços da carne de frango subiram levemente com a retomada das importações brasileiras, após o Brasil recuperar seu status livre de gripe aviária, enquanto os preços da carne suína caíram, principalmente devido à oferta estável e à menor demanda na União Europeia.

O índice dos óleos vegetais teve alta de 7,1%, chegando a 166,8 pontos, o maior em três anos, impulsionado pelos preços do óleo de palma, soja e girassol, devido à forte demanda global e oferta reduzida. Por outro lado, o preço do óleo de colza caiu com a chegada da nova safra na Europa.

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Já o índice de preços dos cereais caiu para o menor nível em quase cinco anos, influenciado pela pressão sazonal sobre as safras de trigo no Hemisfério Norte. O índice do açúcar também recuou pelo quinto mês consecutivo, devido à expectativa de aumento da produção no Brasil e na Índia, mesmo com sinais de recuperação da demanda global por importações.

Informação via CNN Brasil.

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