Início / Versão completa
Geral

Tebet diz que Brasil pode negociar minerais críticos com os EUA

Por Metrópoles 12/08/2025 12:27
Publicidade

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse, nesta terça-feira (12/8), que o Brasil tem “coisas para oferecer” aos Estados Unidos e citou os chamados minerais críticos, ou terras raras, usados em produtos como celulares e baterias de carros elétricos. A fala se dá depois de sucessivas críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao interesse norte-americano em explorar as matérias-primas em meio ao tarifaço.

Publicidade

Depois de participar da Comissão de Desenvolvimento Regional, Tebet afirmou que ainda espera que o governo brasileiro possa retomar as negociações sobre as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump nos próximos meses. Avalia que “com o tempo saberemos efetivamente o que os Estados Unidos querem do Brasil”.

“Nós temos coisas para oferecer aos EUA, especalmente minerais críticos. No momento certo, eles virão conversar conosco. Vamos dar tempo para ver, efetivamente, o que os EUA querem do Brasil. Havia especulação se era uma questão política, se era o Judiciário… Com o tempo essa espuma vai sumir e vamos ver o fundo da piscina. Vamos dar tempo para ver o que o Brasil pode oferecer aos EUA, obviamente respeitando a soberania e a democracia”, disse a ministra a jornalistas.

Um dia antes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a reunião que teria com o secretário do Tesouro dos EUA para tratar das tarifas foi cancelada por pressão do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA.

Publicidade

“Eduardo [Bolsonaro, deputado federal] publicamente deu uma entrevista dizendo que ia procurar inibir esse tipo de contato entre os dois governos, porque o que estava em causa não era a questão comercial, ele deixou claro isso em uma entrevista pública”, afirmou Haddad em entrevista à GloboNews.

Contingenciamento dentro do Orçamento

Questionada a respeito do plano de contingência aos setores afetados pelo tarifaço, a ministra afirmou que ainda há “detalhes sendo esclarecidos” dentro do governo. Responsável pelo Orçamento, Tebet disse que a intenção do governo é que o auxílio tenha um “impacto mínimo” nas contas públicas.

Tebet reforçou que o plano, comando do vice-presidente Geraldo Alckmin, avalia estuda ajudas não só por setores, mas também por empresas. O governo estuda conceder subsídios e refinanciamento de dívidas para os afetados, como também medidas para a manutenção de empregos.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.