29 janeiro 2026

Tensão no Caribe: EUA mobilizam força militar contra Maduro sob pretexto de combate ao narcotráfico

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Nesta semana, os Estados Unidos intensificaram sua presença militar no sul do mar do Caribe, deslocando seis navios de guerra, aviões de combate, ao menos um submarino e cerca de 4.000 militares para a região, próximo à costa da Venezuela. A justificativa oficial apresentada pelo governo norte-americano é o combate ao tráfico de drogas proveniente da América do Sul. No entanto, analistas políticos apontam que a manobra seria, na verdade, um recado direto ao governo de Nicolás Maduro.

De acordo com as agências internacionais Reuters e Associated Press, o aparato mobilizado sugere uma operação militar de grande escala, com capacidades que vão muito além do necessário para enfrentar cartéis de drogas. O cientista político Carlos Gustavo Poggio, professor do Berea College (EUA), destaca que o envio de mísseis Tomahawk e outras tecnologias bélicas avançadas não condiz com o perfil de ações contra o narcotráfico. “Não faz sentido jogar um Tomahawk em um cartel”, afirmou ao portal g1.

A retórica do governo Trump tem deixado claro que Maduro é visto como um inimigo direto dos EUA. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou na última terça-feira (19) que o presidente venezuelano “não é um presidente legítimo”, chamando-o de “fugitivo” e “chefe de cartel narcoterrorista”. Ela acrescentou que os EUA estão dispostos a usar “toda a força” contra o regime venezuelano.

O Departamento de Justiça dos EUA acusa Maduro de envolvimento em uma série de crimes, incluindo conspiração com o narcoterrorismo, tráfico de drogas, importação de cocaína e uso de armas para apoiar atividades criminosas. Em agosto, o governo norte-americano ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 275 milhões) por informações que levem à sua prisão ou condenação. Ainda segundo autoridades americanas, Maduro lideraria o suposto Cartel de los Soles, classificado recentemente como organização terrorista internacional.

Especialistas alertam que o tipo de força deslocada ao Caribe é “extremamente eficaz” para uma eventual ação militar ofensiva contra um Estado-nação, levantando preocupações sobre uma possível escalada no confronto diplomático e militar entre os dois países.

O governo venezuelano ainda não se pronunciou oficialmente sobre o movimento das tropas, mas a situação já acende o alerta na comunidade internacional, que acompanha com atenção os desdobramentos dessa crescente tensão no Caribe.

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