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Terapia com laser ajuda no combate à hipertensão associada à menopausa

Por Metrópoles 11/08/2025 16:27
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Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realizaram um experimento promissor demonstrando que a luz de baixa intensidade, aplicada como fotobiomodulação, pode ajudar a reduzir a hipertensão desencadeada pela menopausa – condição simulada em ratinhas sem ovário. O estudo foi publicado na revista Springer Nature em 18 de março.

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No modelo experimental, 26 ratas com 70 dias de vida foram divididas em três grupos: controle, ovariectomizadas (sem ovários) e ovariectomizadas tratadas com fotobiomodulação duas vezes por semana durante 15 dias. A laserterapia de baixa portência já é usada para acelerar processos de cicatrização, diminuir inflamações e aliviar dores de maneira complementar.

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Todas as ratinhas ovariectomizadas desenvolveram quadro de hipertensão devido à queda hormonal, refletindo aspectos comuns do envelhecimento reprodutivo feminino.

O grupo que recebeu a aplicação de laser de baixa intensidade na área abdominal apresentou um efeito hipotensivo claro, o que sugere uma ação benéfica sobre a regulação da pressão arterial nesse contexto fisiológico específico. A fotobiomodulação melhorou a função do endotélio, diminuiu o estresse oxidativo e elevou os níveis de óxido nítrico, gás produzido naturalmente pelo organismo que atua como vasodilatador.

O que é fotobiomodulação?

A laserterapia de baixa potência, também chamada de fotobiomodulação, é uma abordagem terapêutica complementar que utiliza feixes de luz de baixa intensidade para estimular funções biológicas do organismo. Entre seus efeitos estão a aceleração de processos de cicatrização, o alívio de dores e a diminuição de inflamações.

Em ratinhas sem útero, o uso do laser de baixa frequência ajudou a controlar a pressão arterial

Esse resultado reforça a relevância da fotobiomodulação – uma intervenção não invasiva e de baixo custo – como uma possível alternativa ou complemento aos tratamentos tradicionais para o controle da hipertensão em mulheres na pós-menopausa.

No entanto, é importante destacar que esses achados ainda são preliminares, baseados em modelo animal. Apesar dos resultados positivos observados em diferentes especialidades, ainda são necessários estudos mais amplos e consistentes para uniformizar os protocolos e avaliar os efeitos no longo prazo.

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