9 de julho de 2026

“A Sogra Perfeita 2” dribla preconceito contra comédias nacionais no Brasil

“A Sogra Perfeita 2” dribla preconceito contra comédias nacionais no Brasil
“A Sogra Perfeita 2” dribla preconceito contra comédias nacionais no Brasil

Muita gente ainda torce o nariz para comédias nacionais. Grandes apostas para reaquecer o mercado audiovisual brasileiro no pós-pandemia, no entanto, mostram que esse preconceito precisa ficar no passado, sobretudo com produções como “A Sogra Perfeita 2“. Com um elenco afiado, o filme é leve, divertido e cheio de mensagens, chegando aos cinemas em 11 de setembro.

É um daqueles filmes que lembram o bom e velho clima de “Sessão da Tarde”. Apesar de muitos considerarem a sessão de filmes da Globo ultrapassada, ela sempre foi sinônimo de histórias acessíveis, capazes de alcançar diferentes classes sociais e, por muito tempo, o único lazer de muitos brasileiros. E é justamente esse tipo de leveza que a comédia entrega.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Elenco de “A Sogra Perfeita 2”Foto/Lucas Ramos / Brazil News Elenco de “A Sogra Perfeita 2”Foto/Lucas Ramos / Brazil News Elenco de “A Sogra Perfeita 2”Foto/Lucas Ramos / Brazil News

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Embora seja uma continuação, o filme traz um novo capítulo na vida de Neide, personagem de Cacau Protásio. Depois de desempenhar o papel de sogra, seus filhos saíram de casa para morar no exterior. Agora, ela se transformou em uma mulher independente, que gosta de chamar o namorado, Oliveira, vivido por Marcelo Laham, para ficar em casa, mas não hesita em dispensá-lo sempre que quer ficar sozinha.

A situação se complica quando Oliveira decide pedir Neide em casamento, e sua família portuguesa chega em peso para o evento, incluindo a sogra, interpretada por Fafy Siqueira. Enquanto Neide enfrenta esse dilema sobre o próximo passo no relacionamento e a pressão da família, também se vê em uma competição para provar mais uma vez que é a melhor cabeleireira do bairro.

Acontece que para piorar, no meio do caminho, Neide acaba brigando feio com sua parceira de negócio e melhor amiga, Sheila, vivida por Evelyn Castro. O elenco ainda reúne nomes de peso como Luís Miranda, Maria Bopp e Ricardo Pereira, que entram em cena com leveza e tiradas afiadas. Entre piadas certeiras e improvisos, ajudam a construir situações que traduzem o cotidiano do brasileiro sem caricatura.

Outro mérito da trama é a representatividade, trabalhada de forma natural, sem parecer panfleto. Mulheres, incluindo uma protagonista negra, ocupam lugares de poder; personagens LGBTQIA+ aparecem com humanidade; homens sensíveis não escondem suas vulnerabilidades; a amizade entre mulheres ganha força; e, acima de tudo, a liberdade feminina é celebrada como deve ser em uma comédia leve e envolvente.