9 de junho de 2026

Adriana Villela pode sair presa? Entenda possíveis cenários no STJ

Adriana Villela pode sair presa? Entenda possíveis cenários no STJ
Adriana Villela pode sair presa? Entenda possíveis cenários no STJ

Mais de cinco anos após a condenação de Adriana Villela pelo triplo homicídio dos pais e da empregada família, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisa o destino da arquiteta.

Considerada a mandante do caso que ficou conhecido como Crime da 113 Sul, Adriana foi condenada, em 2019, pelo Tribunal do Júri de Brasília, a mais de 60 anos de prisão.

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Nesta terça-feira (2/9), a Sexta Turma do STJ julga o recurso interposto pela defesa de Adriana que pede pela anulação do júri que a condenou. Já o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) requer que a arquiteta seja presa imediatamente.

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Em 5 de agosto, o ministro Sebastião Reis Júnior divergiu do voto do relator Rogério Schietti e opinou pela anulação do Tribunal do Júri e por toda a instrução da ação penal que levou à condenação de Adriana pelo triplo homicídio dos pais e da empregada família, em 28 de agosto de 2009.

Com o voto de Sebastião, o placar está 1 x 1 no STJ. Após o voto, o ministro declarou que o colega Og Fernandes pediria vista e suspendeu o andamento — que será retomado nesta terça com a apresentação do voto de Og Fernandes.

5 imagensNos dias de julgamento, Adriana desenhava em alguns papéisO advogado de defesa, Kakay, chega ao STJ. Sexta Turma - julgamento do Crime da 113 Sul Adriana Villela Carolina Villela no STJ. Sexta Turma - julgamento do Crime da 113 Sul Adriana Villela Promotor de Justiça Marcelo Leite Borges, que atuou no caso de AdrianaFechar modal.1 de 5

Adriana Villela, condenada como mandante do assassinato dos pais e da funcionária do casal, é arquiteta e mestre em desenvolvimento sustentável

Igo Estrela/Metrópoles2 de 5

Nos dias de julgamento, Adriana desenhava em alguns papéis

Rafaela Felicciano/Metrópoles3 de 5

O advogado de defesa, Kakay, chega ao STJ. Sexta Turma – julgamento do Crime da 113 Sul Adriana Villela

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto4 de 5

Carolina Villela no STJ. Sexta Turma – julgamento do Crime da 113 Sul Adriana Villela

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto5 de 5

Promotor de Justiça Marcelo Leite Borges, que atuou no caso de Adriana

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Crime da 113 Sul

  • Em agosto de 2009, José Guilherme, Maria e Francisca foram mortos no apartamento da família, no 6º andar de um prédio na 113 Sul.
  • As vítimas foram golpeadas com mais de 70 facadas pelos autores do crime.
  • No julgamento de 2019, o porteiro do prédio à época, Paulo Cardoso Santana, foi condenado a 62 anos de prisão por ter matado as vítimas. Considerados coautores, Leonardo Campos Alves e Francisco Mairlon tiveram penas fixadas em 60 e 55 anos, respectivamente.
  • Metrópoles contou o caso com riqueza de detalhes no podcast Revisão Criminal. Em sete episódios, as teses da defesa e da acusação foram explicadas com profundidade.

Se os ministros decidirem pela “prisão imediata” de Adriana Villela, não quer dizer que a ré será detida tão logo acabe o julgamento. Caso a decisão seja favorável ao cumprimento da pena, caberá ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) expedir eventual mandado de prisão.

Mas os ministros também podem optar por anular o processo desde a fase de instrução. Assim, o caso voltaria ao TJDFT e seria necessário passar pela etapa de pronúncia novamente — ou seja, decidir se os acusados se tornarão réus ou não.