8 de julho de 2026

ANP interdita refinaria alvo de ações contra fraudes em combustíveis

ANP interdita refinaria alvo de ações contra fraudes em combustíveis
ANP interdita refinaria alvo de ações contra fraudes em combustíveis

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) informou que interditou, nesta sexta-feira (26/9), as instalações da Refinaria de Petróleo de Manguinhos S.A., localizada no Rio de Janeiro. A estrutura foi um dos alvos da Operação Cadeia de Carbono, deflagrada pela Receita Federal, com suporte do Ministério de Minas e Energia (MME) e de outras instituições, para coibir fraudes na cadeia de combustíveis no Brasil.

“A empresa deve cessar imediatamente toda atividade relacionada aos tanques interditados e aos produtos apreendidos, não podendo movimentá-los ou misturá-los a outros fluxos até que seja expressamente autorizada pela ANP”, diz trecho da nota da agência.

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Em uma fiscalização realizada pela ANP, nos dias 25 e 26 deste mês, foram identificadas as seguintes irregularidades como descumprimento de normas a respeito de armazenamento de combustíveis, suspeita de importação irregular de gasolina não especificada, utilização de tanques não autorizados pela ANP, entre outros problemas.

A ANP esclareceu, por meio de nota, que o objetivo da fiscalização era o de “verificar a conformidade operacional, contábil e de segurança da refinaria”,  com foco em estoques e movimentações de produtos, bem como a integridade da operação e o cumprimento da legislação vigente para o setor.

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Irregularidades

A agência esclareceu que, no dia 19 de setembro deste ano, houve a coleta de mais de 100 amostras de nafta, condensado, gasolina, diesel, NMA (N-Metil-Anilina), dentre outros produtos para análise. No decorrer da coleta das amostras, a ANP afirma que foram indetificadas irregularidades.

“Por ocasião desta operação, foram identificados descumprimentos às cautelares dadas pela ANP para cessão de espaço de tanques da Refit para distribuidoras de combustíveis, o que levou a nova fiscalização da refinaria”, diz trecho da nota.

Em uma entrevista coletiva, o diretor-geral da agência, Arthur Watt Neto, afirmou nesta sexta que o trabalho conjunto apurou problemas em várias áreas da refinaria. “Nessa operação foram verificadas inconformidades operacionais, contábeis e de segurança”, afirmou Watt Neto.

A reportagem solicitou um posicionamento da Refit, operadora da refinaria, e aguarda retorno.