9 de julho de 2026

Barroso diz que julgamento de Bolsonaro acaba com “atraso na história” do país

Barroso diz que julgamento de Bolsonaro acaba com “atraso na história” do país
Barroso diz que julgamento de Bolsonaro acaba com “atraso na história” do país

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, exaltou o trabalho realizado pelos ministros da Primeira Turma da Corte durante o julgamento dos atos golpistas. Barroso disse que, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e dos outros sete réus do núcleo central da trama golpista, marca o fim “dos ciclos de atraso” no país.

“Acredito que nós estejamos encerrando os ciclos do atraso na história brasileira, marcados pelo golpismo e pela quebra da legalidade constitucional. Sou convencido que algumas incompreensões de hoje irão se transformar em reconhecimento futuro”, disse.

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O presidente do STF apareceu na Primeira Turma, na quinta-feira (11/9), nos instantes finais do julgamento. O ato não é comum, mas foi entendido como apoio institucional aos colegas, que foi demonstrado em fala.

“Tratou-se de um julgamento público, transparente, com devido processo legal, baseado em provas as mais diversas, vídeos, textos, mensagens e confissões”, entendeu Barroso.

A Primeira Turma do STF é composta por cinco ministros: Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux e o presidente do colegiado, Cristiano Zanin.

Após cinco sessões, que tiveram início no dia 2 de setembro, a Primeira Turma condenou os réus acusados pela Procuradoria-Geral da República por cinco crimes cometidos na trama golpista: Organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, dano qualificado pela violência e ameaça grave, e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como líder da organização criminosa, foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.