9 de julho de 2026

Bolsonaro pode ter pena reduzida com PL da Dosimetria, segundo relator

Bolsonaro pode ter pena reduzida com PL da Dosimetria, segundo relator
Bolsonaro pode ter pena reduzida com PL da Dosimetria, segundo relator

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade/SP), responsável pela relatoria do texto que ficou conhecido como PL da Anistia, afirmou que não pretende avançar em confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao portal CNN Brasil, ele deixou claro que a proposta não será de perdão amplo, como defendem aliados de Jair Bolsonaro, mas sim de alteração no Código Penal para diminuir penas aplicadas a crimes ligados aos atos golpistas de 8 de janeiro, incluindo tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Diante disso, o próprio ex-presidente deve ser beneficiado com redução de pena com a aprovação do projeto, segundo o deputado.

Ele será beneficiado em alguns crimes que foram imputados a ele, nós não vamos pegar todos os crimes, vamos pegar alguns crimes que foram imputados, e que não vai servir só para o Bolsonaro, mas para todos, e esses crimes serão beneficiados. O Bolsonaro também, foram imputados alguns crimes e é lógico que ele vai ser beneficiado porque alguns crimes vão ser reduzidos para todos”, disse o deputado federal Paulinho da Força.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade/SP) na Comissão de Fiscalização Financeira e ControleFoto: Elaine Menke/Câmara dos Deputados Câmara do Deputados aprova regime de urgência para projeto sobre anistiaFoto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)Foto: Antonio Augusto/STF
O ex-presidente Jair BolsonaroReprodução: Internet Segurança no STFReprodução: STF

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De acordo com o parlamentar, a própria presidência da Câmara, comandada por Hugo Motta (Republicanos/PB), já havia considerado inviável uma anistia total, diante da avaliação de inconstitucionalidade feita pelo STF. Por isso, o projeto passou a ser chamado de PL da Dosimetria, que prevê apenas revisão da dosagem das penas impostas aos condenados. Paulinho ressaltou que representa a posição da direção da Casa.

A mudança de rota, porém, gerou resistência entre bolsonaristas, que pressionam pela anistia plena como forma de beneficiar diretamente o ex-presidente, condenado pelo Supremo a 27 anos e três meses de prisão. Paulinho reconhece a insatisfação, mas afirma que tem buscado ouvir todos os setores. Ele revelou conversas com Rogério Marinho, Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e também lideranças do PT, numa tentativa de construir consenso.

O relator defende ainda um “pacto político” entre Legislativo, Executivo e Judiciário para pacificar o ambiente. A estratégia inclui atrelar a votação da dosimetria a outras pautas de interesse do governo, como a isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil e a PEC da segurança pública. A ideia é que o Supremo participe do acordo ao não declarar o texto inconstitucional.

Antes de finalizar o relatório, Paulinho da Força pretende ouvir todas as bancadas da Câmara e levar um esboço ao STF, buscando um aval prévio da Corte.