9 de julho de 2026

Bolsonaro quer acesso contínuo de dirigentes do PL durante prisão domiciliar

Bolsonaro quer acesso contínuo de dirigentes do PL durante prisão domiciliar
Bolsonaro quer acesso contínuo de dirigentes do PL durante prisão domiciliar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que seis dirigentes e parlamentares do partido tenham acesso permanente à residência onde cumpre prisão domiciliar, em Brasília. Entre os nomes estão o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto; o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (RJ); o senador Rogério Marinho (RN); a deputada Caroline de Toni (SC); e o vice-presidente da sigla, Bruno Scheid.

Segundo o documento, a presença desses líderes é considerada essencial para a coordenação das atividades do partido em nível nacional, reforçando o papel estratégico de Bolsonaro dentro do PL, mesmo enquanto cumpre prisão domiciliar. Atualmente, apenas familiares e advogados têm contato liberado com o ex-presidente, e visitas de aliados são analisadas caso a caso pelo ministro Alexandre de Moraes.

- Publicidade -

Veja as fotosAbrir em tela cheia Ex-presidente Bolsonaro registrou R$ 30 milhões em movimentações, diz Polícia FederalFoto: Antonio Augusto/STF Valdemar Costa Neto e Jair BolsonaroReprodução: Globo Altineu CôrtesFoto: Câmara dos Deputados Senador e ex-ministro Rogério Marinho (PL/RN)Foto: Roque de Sá/Agência Senado Supremo Tribunal FederalReprodução: Internet

Voltar
Próximo

Leia Também

Política
PL entra em obstrução nas votações da Câmara dos Deputados

Política
PL recorre à ONU, OEA e União Europeia contra Alexandre de Moraes

Política
PL enxerga esperança em reeleição de Bolsonaro em 2026: “Ainda não tem plano B”

Notícias
Partido Liberal considera colocar Eduardo Bolsonaro em pesquisa para próximas eleições

A solicitação acontece em um momento em que o partido precisa definir candidaturas em ao menos quatro estados estratégicos. Em São Paulo, por exemplo, a composição da chapa da direita já conta com o secretário de Segurança, Guilherme Derrite (PP), mas o segundo nome ainda divide opiniões entre a bancada evangélica. A disputa é entre Marco Feliciano (PL) e Cezinha de Madureira (PSD).

Em Santa Catarina, a definição da segunda vaga ao Senado também depende de alinhamento com Bolsonaro, que pretende manter o filho Carlos Bolsonaro (PL) na disputa. O senador Esperidião Amin (PP) surge como favorito contra a deputada Carolina de Toni (PL), já que ampliaria palanques e eleitorado para o partido, além de contar com a simpatia do governador Jorginho Mello (PL).

Enquanto a defesa solicita o acesso contínuo de aliados, caso o pedido não seja aceito, propõe a liberação três vezes por semana, evitando a necessidade de novas solicitações a cada encontro. A iniciativa surge em paralelo ao julgamento da Primeira Turma do STF, que avalia a possível condenação de Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado e liderança de organização criminosa.