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Brasileiro morre na Bolívia asfixiado por seguranças durante surto

Por Metrópoles 01/09/2025 12:27
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O estudante de medicina Igor Rafael Oliveira Souza, 32 anos, morreu na última terça-feira (26/8), após ser abordado por seguranças de uma escola alemã em Santa Cruz de La Sierra, cidade a 550km de La Paz, capital da Bolívia. A polícia boliviana investiga e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil acompanha o caso.

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Igor Rafael morava na Bolívia havia 10 anos e estava cursando o último período de medicina no país. O jovem era natural de Anápolis (GO), mas a família mora no Gama, região administrativa do DF.

A família acredita que os homens teriam matado Igor Rafael por asfixia durante a abordagem feita. Rafael teria tido um surto causado por um quadro depressivo e por uso de drogas. Pouco antes da abordagem que terminou na morte do brasileiro, ele foi visto entrando numa papelaria clamado por ajuda, por pensar que estava sendo perseguido.

O funcionário da papelaria teria acionado os seguranças, que carregaram Igor até a calçada para contê-lo. Quando uma ambulância chegou ao local, o brasileiro já estava sem vida.

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O que diz o Ministério

O Ministério das Relações Exteriores, informou, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Santa Cruz de la Sierra, que tem conhecimento do caso e que presta a assistência consular à família do brasileiro. Entretanto, a pasta não informou qual é o tipo de assistência será realizada à família do jovem.

Em junho deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alterou o decreto que proibia o governo federal de custear o traslado de corpos de brasileiros mortos no exterior. A medida agora prevê que dificuldades financeiras e mortes que causam comoção sejam exceções, podendo ter os custos cobertos pelo MRE caso haja recursos disponíveis.

A medida foi tomada após a morte da Juliana Marins, aos 26 anos, natural de Niterói (RJ), que caiu de uma trilha em vulcão na Indonésia.

O novo decreto, que revoga o de 2017, apresenta as seguintes situações em que o Ministério das Relações Exteriores custeará o traslado:

Vaquinha

A mãe de Igor, a professora  Neidimar Vieira, criou uma vaquinha com o intuito de arrecadar o custo do translado do corpo para o Brasil que teria um custo mínimo de R$ 26 mil. O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) está apoiando a profissional na divulgação da vaquinha.

“Meu filho era um jovem sonhador, querido por todos que o conheciam. Essa vaquinha foi feita para ajudar com o custo do translado do corpo para o Brasil e também com os custos do advogado, para que os responsáveis não fiquem impunes. É com grande sofrimento que venho pedir a colaboração de todos nesse momento. Obrigada!”, disse a mãe na vaquinha.

Até a mais recente atualização desta reportagem, mais de R$ 28 mil teriam sido arrecadados através de mais de 280 doações.

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