9 de julho de 2026

Câmara do Deputados aprova regime de urgência para projeto sobre anistia

Câmara do Deputados aprova regime de urgência para projeto sobre anistia
Câmara do Deputados aprova regime de urgência para projeto sobre anistia

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (17/9), o requerimento de urgência do projeto de anistia manifestantes políticos acusados por protestos ocorridos a partir de 30 de outubro de 2022, com base no Projeto de Lei 2162/23. O texto se estende aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, com acusações relacionadas à tentativa de golpe

O projeto avaliado foi o do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), que diz: “Ficam anistiados todos os que participaram de manifestações com motivação política e/ou eleitoral, ou as apoiaram, por quaisquer meios, inclusive contribuições, doações, apoio logístico ou prestação de serviços e publicações em mídias sociais e plataformas, entre o dia 30 de outubro de 2022 e o dia de entrada em vigor desta lei”.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Bruno Spada/Câmara dos Deputados Bruno Spada/Câmara dos Deputados Bruno Spada/Câmara dos Deputados Deputados da oposição protestam na Câmara após prisão de BolsonaroFoto: Bruno Spada Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/PB)Foto: Brenno Carvalho/O Globo

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De acordo com a legislação, os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passagem anterior pelas comissões da Câmara. Foram 311 votos a favor, 163 contra e 7 abstenções. O texto que vai valer, no entanto, ainda não está definido. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) reforçou que ainda há visões distintas, principalmente, sobre os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.

A inclusão ou não do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, também é debatida. Por isso, Motta irá nomear, nesta quinta-feira (18/9), um relator para apresentar a versão de um texto que encontre apoio da maioria ampla da Casa, e caberá ao Plenário decidir o projeto final.

“Tenho convicção que a Câmara conseguirá construir essa solução que busque a pacificação nacional, o respeito às instituições, o compromisso com a legalidade e levando em conta também as condições humanitárias das pessoas que estão envolvidas nesse assunto”, disse o presidente da Câmara.