A diabetes é descrita por profissionais da saúde como uma doença “silenciosa” e “perigosa” porque não apresenta sintomas agressivos ou sinais claros de problema. No entanto, há um aliado para ajudar pacientes na identificação e principalmente no tratamento: o cachorro. Isso graças aos cães de alerta médico, utilizados para ajudar pacientes de diversas enfermidades.
Para entender sobre a habilidade do “melhor amigo do homem” quanto à diabetes, o portal LeoDias conversou com Glauco Lima, adestrador há 35 anos e com sete anos de experiência no treinamento específico desses pets. De acordo com o especialista, os animais desempenham um papel fundamental no controle da doença, já que podem identificar sinais imperceptíveis aos humanos.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Portal LeoDias Portal LeoDias Medidor de glicoseReprodução convivendocomdiabetes.com Saiba como cuidar da taxa glicêmicaDivulgação Especialista esclarece dúvidas sobre o diabetes, doença que afeta mais de 16 milhões de brasileirosFoto: Divulgação Especialista esclarece dúvidas sobre o diabetes, doença que afeta mais de 16 milhões de brasileirosFoto: Divulgação
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Os cães de alerta médico são capazes de identificar mudanças nos níveis de glicose no sangue, mudanças fisiológicas, comportamentais e até mesmo odores específicos associados a condições médicas. Além da identificação, os pets também podem auxiliar com o chamado de ajuda em casos de emergências.
Um dos exemplos é a cadela Guria, treinada para avisar através de marcações específicas. “Ela foi treinada em fazer a marcação batendo com a pata e olhando para um ponto. Você pode também ensinar o cachorro a tocar em um sensor, você pode treinar o cachorro a latir, você pode treinar o cachorro a chamar uma pessoa. Tem várias formas de se treinar essa marcação.”
Glauco explica que estudou a metodologia nos Estados Unidos, com a pioneira da técnica no mundo. Desde então, se profissionalizou e passou a adestrar cães de pacientes, que devem ser treinados diariamente pelos donos: “Atividade de alerta tem que ser reforçada pelo proprietário todos os dias. Tem que fazer essa atividade do cachorro sempre ficar com o olfato e a mente em alerta”, afirma.
O treinamento também envolve a rotina de passeios e distrações externas, para que o cão consiga responder em diferentes contextos. “Ela tem que ter todas as distrações, barulho, vento e também fazer o alerta. À noite em casa, quando você está dormindo, ela também tem que ser treinada em dar o alerta se você vai ter uma hipoglicemia”, finaliza o treinador.






