16 de junho de 2026

Celso Sabino pede demissão do Ministério do Turismo após “pressão” do União Brasil

Celso Sabino pede demissão do Ministério do Turismo após “pressão” do União Brasil
Celso Sabino pede demissão do Ministério do Turismo após “pressão” do União Brasil

O ministro do Turismo, Celso Sabino (União), pediu demissão nesta sexta-feira (26/9). Sabino já havia anunciado sua saída do ministério após o partido União Brasil romper com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro deve permanecer no cargo até a próxima quinta-feira (2/10), pois o presidente Lula solicitou que ele o acompanhe durante o evento de entrega de obras da COP30, em Belém (PA), na próxima semana.

“Tive uma conversa hoje com o presidente da República, em virtude da decisão do partido ao qual sou filiado de deixar o governo. Vim cumprir meu papel, entreguei ao presidente a minha carta e o pedido de saída do Ministério do Turismo, cumprindo a decisão do meu partido”, anunciou Sabino.

- Publicidade -

Veja as fotosAbrir em tela cheia Celso Sabino – Internet Reprodução Celso Sabino – Internet Reprodução Celso Sabino – Internet Reprodução Celso Sabino – Internet Reprodução

Voltar
Próximo

Leia Também

Política
“Pará é um lixo”: vereador de Joinville é suspenso do União Brasil por discriminação

Política
“Careca do INSS” e outros investigados tentam anular provas com base em decisão do STJ

Notícias
“Janjômetro”: site atribui gastos públicos de mais de R$ 63 milhões à primeira-dama

O União Brasil se uniu ao Partido Progressista (PP) na Federação União Progressista. No dia 2 de setembro, o partido deu ordem para a saída de seus integrantes do governo Lula, com sanções previstas para quem não cumprir. O prazo para o desembarque seria o início de outubro, porém, no dia 18 de setembro, o União Brasil deu um ultimato de 24 horas para que todos os integrantes da sigla entregassem os cargos no governo, aumentando, assim, a pressão sobre Celso Sabino.

O motivo da saída imediata do União do governo Lula seria uma reportagem publicada pelo ICL Notícias, que aponta o presidente do partido, Antônio Rueda, como proprietário de aeronaves usadas para lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os dirigentes do União suspeitaram que a reportagem foi influenciada por integrantes do governo insatisfeitos com o posicionamento político do partido.

Em nota enviada ao portal LeoDias à época, o União deixa a entender que a reportagem seria uma retaliação.

“Causa profunda estranheza que essas inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados do União Brasil de cargos ocupados no governo federal”, diz a nota do União. De acordo com o partido, as informações vazadas para a imprensa não são “coincidência” e “reforçam a percepção de uso político da estrutura estatal visando desgastar a imagem da nossa principal liderança”, concluiu.