9 de julho de 2026

“Companheiro Trump parece que gostou do companheiro Lula”, diz Haddad

“Companheiro Trump parece que gostou do companheiro Lula”, diz Haddad
“Companheiro Trump parece que gostou do companheiro Lula”, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (23/9) que um possível diálogo entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, poderia avançar pautas relevantes aos dois países, como as tarifas de 50% impostas ao Brasil pela Casa Branca.

“Agora parece que o companheiro Trump gostou do companheiro Lula”, disse em referencia as declarações de Trump sobre o petista na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

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Durante o  2º Congresso de Direito Tributário do IDP, o ministro avaliou que para o encontro dos países ainda será necessário um processo de negociação, mas a demanda do Brasil é separar o âmbito politico do econômico e reversão total do tarifaço. Segundo Haddad, os dois países possuem diversas possibilidades de parceria e a retomada do diálogo é um passo importante nesse sentido.

De acordo com ele, a atitude de tarifar o Brasil em 40% após as primeiras taxas de 10% foi uma “decisão economicamente e politicamente errada”. Para ele, os impactos da política externa de Trump já começaram a ser sentidos pelos americanos, como é o caso do aumento do preço do café e carne bovina nos EUA.

O ministro voltou a dizer que se encontrou com o secretário do Tesouro Americano, Scott Bessent, mas depois “alguém deu uma brilhante ideia” de aumentar as tarifas, em referencia ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP), que atuou junto a Casa Branca para impor sanções ao Brasil.

Reforma tributária

De acordo com ele, o governo Lula soube reconhecer a grandeza do trabalho feito pelo Congresso Nacional no âmbito da reforma tributária nos últimos anos e em 2033, quando acabará a fase de transição, o país terá grandes efeitos econômicos no Produto Interno Bruto.

Ele afirmou ainda que o serviço de digitalização da reforma tributária será 150 vezes maior do que o exigido pelo Pix, que atualmente é o maior do mundo.