9 de julho de 2026

Corinthians revela que mais de um quarto da receita está comprometido com dívidas

Corinthians revela que mais de um quarto da receita está comprometido com dívidas
Corinthians revela que mais de um quarto da receita está comprometido com dívidas

O Corinthians comunicou à Justiça que 26% de suas receitas estão atualmente comprometidas com o pagamento de dívidas. Entre os compromissos estão obrigações trabalhistas, incluindo FGTS, financeiras, desportivas, cíveis, tributárias e relacionadas à arena do clube. As informações foram publicadas pela ESPN.

A informação consta na documentação enviada ao Regime de Centralização de Execuções (RCE), ferramenta em que o clube busca organizar um plano de quitação de credores, como empresários e fornecedores.

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O clube rejeitou a destinação de 20% das receitas para liquidar os R$ 192 milhões de dívidas validados pelo administrador judicial responsável pelo RCE, propondo em vez disso um pagamento parcelado em dez anos. Segundo o plano, seis anos seriam destinados a quitar 60% do débito e os quatro anos restantes, o valor restante.

O clube detalhou que a destinação das receitas recorrentes começaria com 4% no primeiro ano, 5% no segundo e 6% a partir do terceiro ano. A divisão dos pagamentos seguiria o critério de 35% para os chamados “credores parceiros”, 25% para credores preferenciais e 40% para os que não se enquadram em nenhuma dessas categorias.

“São considerados ‘credores parceiros’ aqueles que mantiverem a prestação de serviços e/ou fornecimento ao Corinthians após o pedido do Regime Centralizado de Execuções, em condições normais de mercado”, explicou a documentação.

Em resposta, o perito judicial responsável pelo processo apontou que, após análise das contas do clube, o endividamento parcelado do Corinthians atinge aproximadamente 27,4% do faturamento anual. Apesar desse índice, o perito destacou que a análise financeira apresentada pelo clube demonstra viabilidade econômica para o pagamento do RCE nos moldes propostos, com possibilidade de quitar cerca de 60% da dívida em até seis anos.

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