9 de julho de 2026

Dólar abre em alta com PIB do Brasil e julgamento de Bolsonaro no STF

Dólar abre em alta com PIB do Brasil e julgamento de Bolsonaro no STF
Dólar abre em alta com PIB do Brasil e julgamento de Bolsonaro no STF

O dólar operava em alta nesta terça-feira (2/9), dia em que as atenções dos investidores se voltam para o noticiário político-econômico nacional.

O mercado repercute a divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no segundo trimestre deste ano, que desacelerou em relação aos três primeiros meses de 2025, como já era esperado.

- Publicidade -

Os investidores também monitoram o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que começa nesta terça. Ele é julgado por uma suposta tentativa de golpe de Estado, em 2022.

Dólar

Ibovespa

  • As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em queda de 0,1%, aos 141,2 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula perdas de 0,1% em setembro e ganhos de 17,46% em 2025.
Leia também

Julgamento de Bolsonaro no Supremo

A primeira semana de julgamento de Jair Bolsonaro começará com o presidente da Primeira Turma do Supremo, Cristiano Zanin, abrindo a sessão na terça-feira. Na sequência, o relator do processo na Corte, ministro Alexandre de Moraes, lê o relatório, que é uma espécie de resumo do caso.

A expectativa é de que a leitura do relatório seja breve. Após a apresentação do resumo do caso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá até duas horas para sustentar a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) que pede a condenação de Bolsonaro e mais sete aliados.

Passada essa etapa, será aberto espaço para as sustentações orais dos advogados dos oito réus. Cada jurista terá até uma hora para defender o seu cliente perante os ministros da Primeira Turma.

É esperado que a primeira semana de julgamento se encerre com as sustentações orais dos advogados, deixando o voto do relator, Alexandre de Moraes, para abrir a sessão do dia 9 de setembro.

Os réus respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

No mercado, há um temor por eventuais novas sanções contra o Brasil por parte do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliado de Bolsonaro e que contesta a lisura do processo envolvendo o ex-presidente brasileiro.

Ao impor tarifas comerciais de 50% sobre grande parte dos produtos exportados pelo Brasil aos EUA, Trump justificou a medida dizendo que o tratamento que o Judiciário brasileiro dava a Bolsonaro era injusto. A Casa Branca também sancionou autoridades como o ministro Alexandre de Moraes, do STF, alvo da Lei Magnitsky.

PIB do Brasil no 2º trimestre

Na agenda econômica nacional, o principal destaque do dia é a divulgação dos dados sobre o desempenho do PIB brasileiro no período entre abril e junho de 2025.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia cresceu 0,4% no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores, o que indica uma desaceleração da atividade econômica do país. Em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB subiu 2,2%.

O resultado veio levemente acima da projeção do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a “prévia do PIB”. O IBC-Br estimava um crescimento de 0,3% no segundo trimestre.

No primeiro trimestre de 2025, o PIB do Brasil havia crescido 1,3% (na base trimestral, em dado revisado pelo IBGE) e 2,9% (na base anual).

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, em um ano. A divulgação é feita trimestralmente pelo IBGE.

A estimativa do Banco Central (BC) para o crescimento da atividade econômica do país neste ano é de 2,1%. Já o Ministério da Fazenda projeta uma expansão mais otimista, de 2,5%. Para o mercado financeiro, o PIB do Brasil avançará 2,19% em 2025.

Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%, ante uma alta de 3,2% em 2023.