Início / Versão completa
Geral

Dólar sobe com “Dia D” do julgamento de Bolsonaro e inflação nos EUA

Por Metrópoles 11/09/2025 07:27
Publicidade

O dólar operava em alta na manhã desta quinta-feira (11/9), em um dia no qual as atenções do mercado financeiro se dividem entre o noticiário político nacional e os dados da inflação ao consumidor nos Estados Unidos.

Publicidade

Dólar

Ibovespa

“Dia D” no julgamento de Bolsonaro

No cenário doméstico, os investidores seguem acompanhando o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles são acusados de uma suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil, após as eleições de 2022.

Até o momento, o placar geral do julgamento está em 2 a 1 pela condenação dos réus. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram a favor da condenação de todos os acusados, enquanto Luiz Fux divergiu e absolveu a maior parte dos réus. Nesta quinta-feira, votam a ministra Cármen Lúcia e, em seguida, o presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin.

A condenação depende de maioria simples, ou seja, três dos cinco votos. Se Cármen Lúcia se alinhar a Moraes e Dino, a maioria já estará formada, independentemente da posição de Zanin. A mesma regra vale para a absolvição de Bolsonaro, que segue em aberto, diante da configuração do placar.

Publicidade

Ainda assim, em caso de maioria formada pela condenação, o julgamento não se encerra nesta quinta. A fase de dosimetria, que define as penas de cada réu, deve ocorrer na sessão de sexta-feira (12/9).

Na sessão de quarta-feira (10/9), o ministro Luiz Fux levou mais de 12 horas para expor seu voto. Ele defendeu a absolvição de Jair Bolsonaro, do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), dos generais Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno e do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

Fux votou pela condenação apenas do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e do general Walter Braga Netto, ambos pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Leia também

Inflação nos EUA

No cenário internacional, o principal destaque do dia é a divulgação dos dados da inflação ao consumidor nos EUA referentes ao mês de agosto.

Os números são aguardados com expectativa pelo mercado porque influenciam a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) sobre a taxa básica de juros no país. A elevação dos juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação.

Na quarta-feira, dados divulgados pelo Departamento do Trabalho mostraram que o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) caiu 0,1% em agosto, na comparação com julho, cuja alta revisada ficou em 0,7% em julho. No acumulado de 12 meses, o PPI teve alta de 2,6% em agosto, após o avanço de 3,1% em julho.

O núcleo do PPI, do qual são excluídos itens mais voláteis como preços de energia e alimentos – por isso, esse dado é considerado mais representativo da inflação do período –, avançou 0,3% em agosto, depois de alta de 0,6% em julho. Em 12 meses, o núcleo do PPI acumulou alta de 2,8%, depois do avanço de 2,7% no mês anterior. Os números vieram dentro da expectativa dos agentes econômicos.

No mercado, já não se discute se os juros dos EUA vão cair a partir de 17 de setembro, na próxima reunião do Fomc. Para os investidores, a questão, agora, é saber de quanto será o corte e quantos deles ocorrerão até o fim deste ano.

Uma queda da taxa de juros norte-americana tem forte impacto na economia global. Ela tende a reduzir a pressão sobre o dólar, baixando a cotação da moeda americana frente a outras moedas. Também torna mais atrativos os ativos de renda variável – e, portanto, de maior risco –, como as ações negociadas em bolsa.

Atualmente, os juros nos EUA estão situados no patamar entre 4,25% e 4,5% ao ano. Desde que o presidente norte-americano Donald Trump tomou posse para seu segundo mandato na Casa Branca, o Fed não baixou os juros. A expectativa é que isso ocorra na semana que vem – a dúvida é se o corte será de 0,25 ponto percentual ou de 0,5 ponto percentual.

Na semana passada, uma série de dados de emprego nos EUA mostraram um arrefecimento da economia norte-americana, o que reforçou a aposta na queda dos juros.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.