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Em celebração, papa Leão XIV lembra luta de Dorothy Stang na Amazônia

Por Metrópoles 14/09/2025 18:27
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O papa Leão XIV prestou homenagem, neste domingo (14/9), à freira norte-americana Dorothy Stang, assassinada a tiros em 2005, em Anapu, no sudoeste do Pará, por sua militância em defesa da Amazônia.

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O pontífice celebrou, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, uma cerimônia em homenagem aos “novos mártires e testemunhas da fé” do século XXI, e citou Dorothy Stang entre os nomes homenageados.

“Penso na força evangélica da irmã Dorothy Stang, empenhada na causa dos sem-terra na Amazônia. Quando aqueles que se preparavam para matá-la lhe perguntaram se estava armada, ela mostrou a Bíblia e respondeu: ‘Esta é a minha única arma’”, declarou o papa. “Não podemos, não queremos esquecer. Queremos recordar!”, finalizou.

Assista:

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Missionária norte-americana Dorothy Stang. Na foto, o túmulo de Dorothy Stang, em Anapu

Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil2 de 4

Em 12 de fevereiro de 2005, aos 73 anos, a missionária norte-americana e naturalizada brasileira Dorothy Mae Stang foi assassinada com seis tiros, na cidade de Anapu, no Pará

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Papa Leão XIV pede fim da “barbárie da guerra” em Gaza; 93 mortes em Gaza

Reprodução/ Vatican News4 de 4

Papa Leão XIV durante missa inaugural de seu pontificado

Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images

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Assassinato de Dorothy Stang

A missionária norte-americana Dorothy Stang, de 73 anos, viveu 40 anos no Brasil e era conhecida pelo ativismo na Amazônia, em defesa de comunidades de camponeses e assentamentos sustentáveis.

Marcada para morrer há mais de quatro anos antes do crime, ela era alvo de fazendeiros e madeireiros da região. Apesar de denunciar repetidas vezes as ameaças à polícia, nunca recebeu proteção.

No dia do crime, o assassino se infiltrou entre os trabalhadores liderados pela missionária, caminhava a seu lado por uma trilha na mata, a 50 quilômetros da sede do município, chegou a trocar algumas palavras com ela, para, em seguida, sacar a arma e atirar.

O pistoleiro, reconhecido por várias testemunhas, fugiu após o crime, mas foi preso e condenado. Segundo a investigação, a morte foi encomendada por dois fazendeiros da região.

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