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Empresário suspeito de ligação com o PCC fez doação eleitoral para PSD

Por Metrópoles 01/09/2025 12:27
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O empresário Rafael Renard Gineste, suspeito de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e alvo da Operação Tank, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (28), fez doações eleitorais que somam R$ 6 mil ao Diretório Estadual do PSD no Paraná durante as eleições municipais de 2024.

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Atualmente, o PSD do Paraná tem como “presidente licenciado” o governador Ratinho Júnior. O comando formal da sigla está com o deputado federal eleito Sandro Alex, secretário de Infraestrutura e Logística no governo estadual.

Empresário suspeito de ligação com o PCC doou para o PSD-PR

De acordo com registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os repasses foram feitos por Pix em duas transferências: uma de R$ 4,5 mil, no dia 26 de agosto daquele ano, e outra de R$ 1,5 mil, em 5 de setembro.

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A reportagem procurou o PSD, por meio da assessoria, mas não obteve resposta. A defesa de Gineste também não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

Empresário investigado por ligação com o PCC tentou fugir em lancha

Gineste é sócio-administrador da F2 Holding Investimentos, uma das empresas investigadas na megaoperação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), pela Receita Federal e pela PF contra as atividades do PCC nos setores de combustíveis e financeiro.

Na manhã de quinta-feira, ele tentou escapar da PF escondendo-se em uma lancha de luxo ancorada na praia de Bombinhas (SC). Mesmo assim, foi identificado e preso. Segundo os agentes, Gineste integrava o núcleo financeiro da organização criminosa. Além da F2 Holding, está vinculado a outras pessoas jurídicas, incluindo postos de combustíveis — outro foco da investigação.

Em vídeo da abordagem, exibido pelo Fantástico, o empresário aparece de camiseta branca na parte de trás da embarcação. De acordo com a PF, ele teria jogado o celular no mar ao ser surpreendido.

Em 2016, Gineste já havia sido condenado no âmbito da Operação Publicano, do Ministério Público do Paraná, que investigou o pagamento de propina a auditores fiscais estaduais em troca da redução de tributos. Na ocasião, recebeu pena de quatro anos e oito meses de prisão por corrupção ativa.

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