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Empresário suspeito de ligação com PCC tem 8 postos no Entorno do DF

Por Metrópoles 03/09/2025 01:27
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O Entorno do Distrito Federal tem, pelo menos, oito postos de combustíveis ligados a um empresário que está na mira da megaoperação Carbono Oculto. A força-tarefa deflagrada na última quinta-feira (28/8) investiga um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e a empresários da Faria Lima, principal centro financeiro do país, localizado em São Paulo (SP).

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Os postos em questão têm como sócio e/ou administrador o empresário Armando Hussein Ali Mourad. Armando é irmão do também empresário Mohamad Hussein Mourad, apontado pelas investigações como o epicentro do esquema bilionário que movimentou mais de R$ 50 bilhões do crime organizado.

Para dar aparência de legalidade ao negócio, Mohamad colocava parentes à frente das companhias, e um deles é Armando. O irmão assumiu postos de combustíveis e uma distribuidora em Goiás. Segundo as investigações, os estabelecimentos foram usados para lavar dinheiro e expandir os negócios da família.

Todos os postos de combustíveis de Armando são “bandeira branca” — posto que não possui vínculo direto com uma grande distribuidora de petróleo, como Petrobras e Shell, por exemplo. Sobre os comércios no Entorno, quatro levam o nome de Infinity e dois de PPostos. O Infinity Divisa, por exemplo, fica a menos de 60 quilômetros do centro do Distrito Federal.

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Os postos de combustíveis localizados no Entorno do DF são:

Além dos oito localizados ao redor do DF, Armando Hussein Ali Mourad possui ou administra ao menos 20 postos em outros municípios goianos como Jataí, Catalão e Morrinhos, e até mesmo na capital Goiânia e em regiões metropolitanas como Senador Canedo e Terezópolis de Goiás.

Nota-se a repetição dos nomes fantasia Infinity e PPostos, bem como quatro estabelecimentos em Jataí com o nome Futura.

Veja a lista:

Sobre a operação

De acordo com as investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Receita Federal, órgãos responsáveis pela megaoperação Carbono Oculto, Mohamad Hussein Mourad controlava uma rede de empresas ligada em todas as etapas de produção e venda de combustíveis. Esse grupo importava metanol e desviava o produto direto para os postos de combustíveis.

Segundo o MPSP, alguns desses postos vendiam combustíveis com até 90% de metanol, montante muito superior à porcentagem permitida pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que determina um limite de até 0,5% dessa substância na gasolina e no etanol. Assim, o grupo gastava menos com gasolina e etanol, por exemplo.

Para operar o dinheiro obtido nessas fraudes, o grupo usava fintechs (instituições financeiras semelhantes a bancos, mas com flexibilidade em algumas funções). Por meio dessas empresas, o grupo emitia notas fiscais para a importação de produtos químicos desviados. Com esse modus operandi, o bando teria usado 40 fundos com patrimônio de R$ 30 bilhões, geridos por operadores da Faria Lima, segundo investigações.

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Mais sobre a operação Carbono Oculto

O Metrópoles tenta localizar a defesa de Armando Hussein Ali Mourad. O espaço está aberto.

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