9 de julho de 2026

EUA estuda tirar visto do comandante do Exército, general Tomás

EUA estuda tirar visto do comandante do Exército, general Tomás
EUA estuda tirar visto do comandante do Exército, general Tomás

Os Estados Unidos (EUA) estudam revogar o visto de Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante do Exército Brasileiro. A medida passou a ser discutida porque, na visão do governo de Donald Trump, o general teria sido indicado ao posto por Alexandre de Moraes e garantiria respaldo da cúpula militar a decisões do ministro no STF.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos mapeou um histórico de reuniões de Alexandre de Moraes com o general Tomás. A tese levantada pela Casa Branca é que determinações do magistrado, inclusive alvejando militares, foram definidas após alinhamento prévio com o comandante do Exército Brasileiro.

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4 imagensLula ouviu Ribeiro Paiva antes de escolher novo comandante do GSIO presidente Lula ao lado do ministro da Defesa, José MúcioMoraes votou a favor da condenação de Bolsonaro e aliadosFechar modal.1 de 4

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Chip Somodevilla/Getty Images2 de 4

Lula ouviu Ribeiro Paiva antes de escolher novo comandante do GSI

Vinícius Schmidt/Metrópoles3 de 4

O presidente Lula ao lado do ministro da Defesa, José Múcio

Hugo Barreto/Metrópoles4 de 4

Moraes votou a favor da condenação de Bolsonaro e aliados

Rosinei Coutinho/STF

A ofensiva norte-americana contra o general brasileiro teria o condão de elevar a novo patamar a tensão diplomática entre os governos Lula e Trump, com potencial de impactar parcerias militares atualmente em curso.

A perda do visto do general Tomás é discutida no âmbito de novo pacote de sanções, que inclui também integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Nesta segunda-feira (22/9), os EUA revogaram o visto de sete autoridades brasileiras.

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Procurado, o comandante do Exército Brasileiro preferiu não se manifestar. Generais próximos a Tomás avaliaram que uma ofensiva norte-americana contra o militar seria um “tiro no pé” e romperia canais de diálogo.

Um integrante do governo Trump ouvido pela coluna considerou ser improvável que novas sanções alterem a postura do presidente Lula e de ministros do STF, mas destacou que, ainda assim, mais punições serão aplicadas.

Conversa entre militares

O general Tomás é citado em conversa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, com o advogado Eduardo Kuntz, que representa um militar investigado na ação penal sobre golpe de Estado.

No diálogo por meio de direct no Instagram, Cid afirma que o comandante do Exército Brasileiro confidenciou ao seu pai, o também general Lourena Cid, que Moraes teria se queixado de Bolsonaro.

Diz a mensagem do autor da delação que levou Bolsonaro à condenação: “Ele [Alexandre de Moraes] acha que o PR [ex-presidente da República Jair Bolsonaro] acabou com a vida dele… (CMT EB [general Tomás] que conversou com ele e passou para o meu pai)”.