Início / Versão completa
Geral

Governo Lula faz ofensiva contra anistia e paga R$ 3,2 bilhões em emendas

Por Metrópoles 12/09/2025 14:26
Publicidade

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acelerou o pagamento de emendas parlamentares durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente na semana das condenações. A liberação desde o início da análise do caso na Suprema Corte soma R$ 3,2 bilhões, em uma busca por fortalecer o Planalto na tentativa de conter a adesão do Centrão à proposta de anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado.

Publicidade

Nesse sentido, o Executivo chegou a pagar R$ 2,3 bilhões somente na última terça-feira (9/9), quando o STF retomou o julgamento para o voto dos ministros. Segundo os dados da Transparência, tratados pelo Metrópoles, esta foi a maior vazão de emendas num único dia em 2025, ano marcado pela liberação a conta-gotas dos recursos.

Na série histórica, este é o 9º maior valor nominal liberado num único dia, desconsiderando a correção pela inflação. O recorde foi em 13 de dezembro do ano passado, quando o governo pagou R$ 5,8 bilhões. A expectativa é que o Planalto continue a irrigar as bases eleitorais dos parlamentares nos próximos dias, visando melhorar a disposição do Congresso para derrotar o projeto de anistia.

6 imagensFechar modal.1 de 6

Publicidade

O ex-presidente Jair Bolsonaro

HUGO BARRETO/METRÓPOLES
@hugobarretophoto2 de 6

Em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre medida restritiva em sua residência, em Brasília

HUGO BARRETO/METRÓPOLES
@hugobarretophoto3 de 6

Luiz Fux defendeu anulação de julgamento de Jair Bolsonaro pelo STF

Reprodução / YouTube4 de 6

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto5 de 6

Ministro Cristiano Zanin

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto6 de 6

Ministra Cármen Lúcia

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Dos R$ 3,2 bilhões em emendas pagas pelo governo nas duas semanas de julgamento, R$ 2,9 bilhões (91,3%) são de caráter individual. É o tipo de rubrica do Legislativo que tende a garantir retorno eleitoral e político aos seus autores. O restante corresponde a emendas remanescentes do antigo e do novo orçamento secreto: foram R$ 142 milhões (4,3%) de bancadas estaduais, R$ 80,8 (2,4%) de comissões temáticas e R$ 60,2 milhões (1,85%) do relator do Orçamento.

O governo sentiu nos últimos dias que, de fato, há chances de o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautar a proposta em plenário. Uma ala do Centrão acompanha a oposição nessa iniciativa, enquanto outra quer votar o projeto para derrotá-lo de vez. O que os aliados de Lula querem é garantir que esse segundo grupo seja maior que o primeiro, e ajude a base governista a enterrar de vez qualquer chance de perdão a Bolsonaro.

Leia também

A seca das emendas colaborou para algumas dificuldades e derrotas para o governo, como na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O Planalto foi pego de surpresa com uma articulação da oposição com o Centrão, que derrotaram os nomes do Planalto para a presidência e relatoria do colegiado.

A ideia do governo é fortalecer Hugo Motta, que tem resistência à anistia, para negociar a derrota do projeto com os líderes do Centrão. O presidente da Câmara tem enfrentado uma desconexão com o grupo político do qual sempre fez parte, o que tem dificultado o controle da pauta e das votações na Casa.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.