Início / Versão completa
Geral

Interrompida por Dino, Cármen reage: “Nós ficamos 2 mil anos caladas”

Por Metrópoles 11/09/2025 13:28
Publicidade

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, foi interrompida durante seu voto no julgamento que analisa a responsabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados em uma suposta trama golpista, na Primeira Turma da Suprema Corte. Na ocasião, a ministra falava sobre um livro, quando o ministro Flávio Dino pediu a palavra.

Publicidade

“Ministra Cármen, Vossa Excelência me concede um aparte?”, interrompeu o magistrado. A  ministra, então, pediu que a intervenção do ministro fosse rápida.

Ela disse: “Todos [podem falar], desde que rápidos, porque também nós mulheres ficamos dois mil anos caladas e queremos ter o direito de falar”, respondeu a ministra. “Mas, concedo, como sempre. Está no regimento do Supremo, debate faz parte dos julgamentos. Tenho o maior gosto em ouvir, eu sou da prosa”, prosseguiu.

Leia também

O julgamento do ex-presidente e outros sete réus foi retomado por volta das 14h desta quinta-feira (11/9). O placar geral está em 2 a 1 pela condenação de Bolsonaro.

Acompanhe:

O relator, Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino votaram a favor da condenação de todos os acusados, enquanto Luiz Fux divergiu e absolveu a maior parte dos réus, incluindo o ex-presidente. Nesta quinta-feira, após Cármen Lúcia, quem vota é o presidente da Turma, Cristiano Zanin.

A condenação depende de maioria simples, ou seja, três dos cinco votos. Se Cármen Lúcia se alinhar a Moraes e Dino, a maioria já estará formada, independentemente da posição de Zanin. A mesma regra vale para a absolvição de Bolsonaro, que segue em aberto, diante da configuração do placar.

 

Veja quem são os réus do chamado “núcleo crucial” da trama golpista:

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.