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Justiça atende MPF e determina cumprimento de sentença para adequação de nomes de bens públicos no Acre

Por Cris Menezes 03/09/2025 15:45 Atualizado em 03/09/2025 15:45
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Arte: Comunicação/MPF

A Justiça Federal no Acre acolheu pedido do Ministério Público Federal (MPF) para determinar o cumprimento da sentença que ordenou medidas para garantir o cumprimento da Lei nº 6.454/1977, que proíbe atribuir nome de pessoa viva a bens públicos de qualquer natureza.

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Na decisão, o magistrado reafirmou a sentença original e a obrigação da União de não repassar recursos financeiros (subvenções, auxílios ou contribuições) ao estado do Acre e a diversos municípios – entre eles Assis Brasil, Brasileia, Capixaba, Feijó, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Porto Acre, Rodrigues Alves, Sena Madureira e Tarauacá – enquanto persistirem denominações de bens públicos com nomes de pessoas vivas.

A Universidade Federal do Acre (Ufac) também recebeu a confirmação da condenação para renomear todos os bens que ainda levem nomes de pessoas vivas.

Fiscalização e participação cidadã

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A decisão da Justiça destacou que a União não possui órgão responsável por fiscalizar logradouros municipais, cabendo ao MPF e à sociedade acompanhar o cumprimento da decisão. Nesse sentido, orientou que a Seção Judiciária incentive a população a comunicar ao MPF a existência de ruas, praças, prédios ou outros espaços públicos que estejam em desacordo com a lei.

O procurador da República Lucas Costa Almeida Dias, responsável pela ação, esclarece que qualquer cidadão pode denunciar essas ocorrências no Portal de Serviços do MPF (https://novoportal.mpf.mp.br/mpf/mpfservicos) nos próximos seis meses, para garantir a eficácia da decisão.

Para o MPF, a decisão reforça a necessidade de respeito às normas que preservam a impessoalidade na gestão pública e fortalecem a cidadania. “A lei existe para garantir que a escolha de nomes de espaços e bens públicos não seja utilizada de forma indevida, como forma de autopromoção ou favorecimento político. A decisão judicial reafirma esse compromisso”, destacou o procurador da República.

Assessoria de Comunicação MPF/AC

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