9 de julho de 2026

Justiça do Rio mantém Flamengo como único responsável por incêndio no Ninho do Urubu

Justiça do Rio mantém Flamengo como único responsável por incêndio no Ninho do Urubu
Justiça do Rio mantém Flamengo como único responsável por incêndio no Ninho do Urubu

A Justiça do Rio de Janeiro negou o recurso do Flamengo que tentava incluir a empresa NHJ do Brasil, responsável pelos contêineres, na ação sobre as indenizações às vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, ocorrido em 2019. A defesa do clube alegava que a estrutura utilizada era inflamável e não atendia às normas de segurança, buscando transferir parte da responsabilidade à empresa fornecedora.

“Diante deste cenário, a decisão judicial da última sexta-feira impede o desejo da defesa de transferir a responsabilidade para a empresa. Ou seja, o Flamengo segue como o único responsável pelo processo conduzido pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública”, informou a reportagem do O Globo. A decisão foi tomada pela primeira vara Cível da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Ninho do Urubu (Reprodução) 10 jovens e adolescentes das categorias de base do Flamengo foram vítimas fatais do incêndio no Ninho do Urubu, em 2019. Foto: Reprodução 10 jovens e adolescentes das categorias de base do Flamengo foram vítimas fatais do incêndio no Ninho do Urubu, em 2019. Foto: Reprodução 10 jovens e adolescentes das categorias de base do Flamengo foram vítimas fatais do incêndio no Ninho do Urubu, em 2019. Foto: Reprodução

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O incêndio, que ocorreu no dia 8 de fevereiro de 2019, resultou na morte de 10 jovens jogadores do clube, com idades entre 14 e 16 anos: Christian Esmério, Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, Pablo Henrique da Silva Matos, Bernardo Pisetta, Vitor Isaias, Samuel Thomas Rosa, Athila Paixão, Jorge Eduardo, Gedson Santos e Rykelmo Viana.

“O fogo se iniciou devido a um problema no ar-condicionado, enquanto os jovens dormiam nos alojamentos construídos em contêineres”, relatam os registros do processo. A estrutura do alojamento e o material utilizado favoreceram a rápida propagação das chamas. Além dos 10 que vieram a falecer, outros três atletas da base ficaram feridos.

O caso continua sendo acompanhado pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública, mantendo o Flamengo como único responsável pelas indenizações às famílias das vítimas.

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