Início / Versão completa
Justiça

Justiça mantém pai preso por dívida de pensão mesmo após proposta de parcelamento

Por Cris Menezes 23/09/2025 15:07 Atualizado em 23/09/2025 15:07
Publicidade

Um pai que estava devendo a pensão alimentícia da filha continuará preso, mesmo tendo feito parte dos pagamentos e proposto um parcelamento para quitar o valor restante. A decisão foi mantida pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, que negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa.

Publicidade

A defesa do homem alegava que já havia realizado parte dos pagamentos e proposto um plano para quitar o saldo remanescente, argumentando que a prisão caracterizava “constrangimento ilegal”. O advogado pedia que a execução seguisse pelo rito de penhora de bens ou, alternativamente, que o pai cumprisse a pena em regime aberto.

Entretanto, a relatora do processo, desembargadora Waldirene Cordeiro, manteve a prisão civil com base na Súmula 309 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo esse entendimento, a prisão é legítima quando o devedor deve pelo menos três parcelas anteriores à ação de execução, além das que vencerem durante o processo.

Em seu voto, a desembargadora foi enfática: “A jurisprudência do STJ e deste Tribunal é pacífica no sentido de que o pagamento parcial não elide a prisão civil”. Ela também destacou que o regime aberto não é admitido nesses casos, rejeitando o pleito da defesa.

Publicidade

A magistrada reforçou que o reconhecimento da dívida e a inércia do pai em relação às necessidades da filha atendiam aos requisitos legais para a manutenção da prisão. “O pagamento parcial do débito alimentar e a mera proposta de parcelamento não afastam a prisão civil”, concluiu.

A decisão foi unânime entre os desembargadores da 2ª Câmara Cível. O documento foi publicado na edição nº 7.865 do Diário da Justiça (página 15) desta terça-feira (23).

(Processo nº 1001773-88.2025.8.01.0000)

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.