10 de julho de 2026

Mano Brown pede desculpas após chamar Camila Pitanga de “mulata” em podcast

Mano Brown pede desculpas após chamar Camila Pitanga de “mulata” em podcast
Mano Brown pede desculpas após chamar Camila Pitanga de “mulata” em podcast

O rapper Mano Brown publicou um pedido formal de desculpas a Camila Pitanga e seu pai, Antonio Pitanga, nesta sexta-feira (5/09), após a repercussão de um trecho do podcast “Mano a Mano”. Na gravação, o apresentador questionou a identidade racial da atriz, utilizando o termo “mulata”, que foi imediatamente corrigido por Camila, que se afirmou como negra.

A controvérsia surgiu a partir de um vídeo divulgado em 21 de agosto nas redes sociais do programa, onde Mano Brown e Camila Pitanga discutem como pessoas negras de diferentes tonalidades são percebidas socialmente. O debate gerou diversos comentários nas plataformas digitais, motivando a retratação do rapper.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Reprodução/YouTube Reprodução/Instagram Mano Brown e Camila PitangaReprodução / Instagram @manobrown / YouTube Mano BrownFoto: Reprodução/Instagram @manobrown @jefdelgado

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No comunicado publicado em seus stories do Instagram, Mano Brown expressou: “Venho agradecer imensamente pela recepção calorosa da nova temporada do Mano a Mano. Cada episódio foi pensado com cuidado e propósito, e estamos felizes em ver como essa troca tem tocado e gerado reflexões no nosso público. Também quero emitir um sincero pedido de desculpas à família Pitanga, em especial a Antônio e Camila Pitanga, nossos convidados, pelos transtornos causados pela repercussão do episódio”.

O rapper assumiu responsabilidade pelo ocorrido e acrescentou: “Reconhecemos que a condução do tema e a forma como o episódio foi divulgado são de total responsabilidade nossa, especialmente por se tratar de um assunto polêmico e atual. Reforçamos também que os convidados tiveram uma excelente participação, contribuindo com respeito, sabedoria e generosidade para o debate”.

Durante o episódio, o diálogo entre os dois revelou diferentes perspectivas sobre identidade racial. “Você é mulher mulata? Posso usar esse termo ou não?”, perguntou Mano Brown. “Negra”, respondeu Camila. “Você sabe que a gente é lido como pardo, certo?”, continuou o artista. A atriz afirmou: “Tudo bem, mas eu não me chamo de parda”.

Mano Brown explicou seu ponto de vista: “Eu também não, mas mulato eu sou e eu entendo como a gente é lido. Não adianta eu querer ser o blue [retinto], as pessoas me leem como o brown [negro de pele clara]. Certo? E na vida é assim: o mais escuro é o mais escuro, a gente é mais claro, porque a gente teve mistura e tal. E você é lida dessa forma. Eu já vi debates sobre a sua raça e sobre a minha. Sim. Se você é negra ou não. Então, por isso que eu te pergunto: a visão, a forma como ele [Antonio Pitanga, pai dela] é visto, é diferente de você. Certo?”.

Camila manteve sua posição na conversa: “Mas uma coisa é como me veem e outra é como eu me vejo”. Quando questionada sobre como se identifica, ela declarou: “Como uma mulher negra em movimento. A questão é que, tendo esse baobá do meu lado, tendo Benedita da Silva como também parte da minha ancestralidade, sendo filha de Vera Manhães, tendo essa ancestralidade forte e muito clara no meu horizonte, na minha raiz, eu sei que a gente, quando sabe de si, se coloca com força para o mundo. E isso tem, isso, você não precisa do outro para se reconhecer, se validar”.

O podcast “Mano a Mano” é apresentado por Mano Brown e Semayat Oliveira. O episódio em questão contou com a participação de pai e filha como convidados.