9 de julho de 2026

Ministro do Turismo pede demissão do cargo após pressão do União Brasil

Ministro do Turismo pede demissão do cargo após pressão do União Brasil
Ministro do Turismo pede demissão do cargo após pressão do União Brasil

O ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que pretende entregar o cargo nos próximos dias. A informação foi confirmada por fontes do portal LeoDias. A decisão foi tomada depois de o União Brasil impor um prazo de 24 horas para que todos os filiados deixassem postos na administração federal, sob risco de expulsão da legenda.

O encontro entre Sabino e Lula ocorreu nesta sexta-feira (19/9), no Palácio da Alvorada, poucas horas após o ultimato do partido. O ministro argumentou que ainda precisa cumprir agendas de fim de semana, como compromissos ligados ao turismo no Pará, e prometeu oficializar sua saída entre quarta e quinta-feira da próxima semana, após o retorno do presidente de Nova York, onde Lula discursará na Assembleia-Geral da ONU.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Ministro do Turismo no Brasil, Celso SabinoReprodução: Instagram/Celso Sabino Lula apresenta novo slogan do governo em reunião com ministrosReprodução: Agência Brasil Ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que entrou em contato com a OEI para republicação do edital da COP30 com pratos típicos da culinária paraenseReprodução: Instagram @celsosabinooficial/ Estúdio Gastronômico/Irene Almeida Diário do Pará/Divulgação Palácio do PlanaltoFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Davi Alcolumbre, Presidente do Senado FederalFoto: Senado Federal

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Embora seja o único filiado ao União Brasil no comando do ministério, Sabino já vinha sendo pressionado pela sigla há semanas. O movimento ganhou força após denúncias envolvendo o presidente do partido, Antonio Rueda, acusado de ligação com aeronaves supostamente utilizadas pelo PCC, informação negada por ele. Integrantes da legenda interpretaram o episódio como parte de um desgaste político com o Planalto, reforçando a ordem de desembarque.

Nos bastidores, Sabino chegou a procurar líderes do União Brasil e aliados no Congresso para tentar preservar sua permanência. A aposta era de que sua atuação seria estratégica na COP30, marcada para novembro em Belém, no Pará, onde está sua base eleitoral. O evento poderia fortalecer seu nome para disputar uma vaga no Senado em 2026.

A saída de Sabino simboliza mais um capítulo da crise entre o Planalto e partidos do centrão. Segundo interlocutores, Lula não tentou barrar a demissão, entendendo que a permanência ou não do ministro era uma questão interna do União Brasil. Para o presidente, a relação com o grupo já vinha sendo mantida sobretudo pelo senador Davi Alcolumbre (AP), e não mais pela direção partidária.