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Morte de jovem em motel no Acre tem laudo inconclusivo; família suspeita de homicídio

Por Cris Menezes 25/09/2025 13:43 Atualizado em 25/09/2025 13:45
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Jovem encontrada morta em um motel de Rio Branco tinha bipolaridade diagnosticada — Foto: Arquivo pessoal

 O corpo de Rayza Emanuelle Oliveira Souza, 26 anos, foi encontrado na noite da última quinta-feira (18) em um quarto do motel localizado na Via Chico Mendes, no bairro Triângulo Velho. A jovem, que tinha diagnóstico de transtorno bipolar e fazia acompanhamento médico, apresentava sangramento na boca e um travesseiro sobre a cabeça ao ser localizada.

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De acordo com a tia da vítima, que preferiu não ter o nome divulgado, a certidão de óbito emitida pelo Instituto Médico Legal (IML) foi inconclusiva sobre a causa da morte. A família aguarda o laudo definitivo, que deve sair em até 15 dias, e desconfia que Rayza tenha sido vítima de homicídio.

“O pai dela foi à delegacia, mas até agora não obtivemos retorno das autoridades”, relatou a familiar, destacando o descontentamento com a falta de informações.

Em nota ao g1, o delegado Leonardo Ribeiro, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que aguarda o resultado do exame do IML para dar andamento às investigações. Segundo ele, não havia sinais evidentes de violência no corpo da jovem.

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Histórico de saúde e guarda dos filhos
Rayza era mãe de duas crianças, de 3 e 9 anos. Em decorrência da gravidade de suas crises, a guarda dos menores havia sido transferida para a avó materna ainda em vida.

A tia explicou que os surtos psicóticos da jovem se manifestavam desde a infância e que, em episódios mais agudos, Rayza chegou a ficar nua em locais públicos, como o Tribunal de Justiça, fato que resultou na intervenção do Conselho Tutelar.

“Ela tomava medicamentos controlados, mas, em crise, agredia até desconhecidos. A guarda das crianças foi passada para a avó para garantir a segurança delas”, contou.

A família também negou que Rayza fizesse uso de drogas. “Nunca a vimos usando entorpecentes. Sua condição era relacionada exclusivamente à doença bipolar”, reforçou a tia.

O caso segue sob análise da DHPP, que deve definir os próximos passos após a divulgação do laudo pericial.

Via G1 Ac

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