9 de julho de 2026

Paulinho avisa ao PT que PL da Dosimetria beneficiará Bolsonaro

Paulinho avisa ao PT que PL da Dosimetria beneficiará Bolsonaro
Paulinho avisa ao PT que PL da Dosimetria beneficiará Bolsonaro

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou à bancada do PT na Câmara que o PL da Dosimetria das penas dos condenados por tentativa de golpe de Estado beneficiará o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O relator da proposta de anistia, que virou o texto para tratar apenas de redução do tempo de prisão, se reuniu com os correligionários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde desta quarta-feira (24/9), e prometeu uma prévia do parecer para segunda-feira (29/9).

“Será uma redução de penas para mandar essa turma pra casa. Se me perguntar ‘reduz o Bolsonaro?’ Reduz também. Não tem como tirar ele do relatório. Quem está em posição de mando e financiadores [da tentativa de golpe] terá uma pena maior”, afirmou Paulinho da Força na reunião. Ele ainda falou pelo fim da polarização e pacificação na política.

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Durante a reunião com a bancada do PT, o deputado Rubens Pereira Júnior (MA) elogiou a postura de Paulinho, afirmando que ele tem perfil conciliador. Mas o líder do partido na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), interrompeu e brincou: “Quero ver se ele vai ter sucesso”.

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O Projeto de Dosimetria foi o nome adotado pelo relator da proposta, o deputado Paulinho da Força. O texto original, defendido pelos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), previa uma anistia ampla, geral e irrestrita. A bancada do PL, a maior da Câmara, quer livrar o ex-mandatário de cumprir pena. O Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.

Lula é contra

No dia anterior, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o governo Lula é contrário até mesmo à redução de penas. A articuladora política do Planalto conversou sobre a proposta com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O chefe da Casa quer superar o assunto o mais rápido possível, visando abrir caminho para outras pautas.

“A posição do governo sempre foi clara. Nós somos contra a anistia, votamos contra o requerimento de urgência. Se tiver um projeto, votaremos contra, assim também como o projeto de redução de penas. Nós estamos com um processo que está em andamento no Supremo Tribunal Federal, que foi feito dentro das regras processuais, e não há porquê mexer no processo agora”, afirmou Gleisi Hoffmann na terça-feira (23/9).