O procurador-geral da República, Paulo Gonet, revelou, durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em andamento no Supremo Tribunal Federal, que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) trabalhou para o núcleo central dos atos golpistas para “espionar adversários políticos”.
“A Abin e o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) operavam como instâncias de inteligência paralela prontamente acionados pelo presidente da República (Jair Bolsonaro). Esse grupo atuava como central de contra inteligência da organização utilizando indevidamente ferramentas de pesquisas e de monitoramento para espionar, sem autorização judicial, adversários políticos”, revelou.
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O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro ocorre no âmbito da investigação conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal (PF), que apura a suposta tentativa de invalidar o resultado das eleições presidenciais de 2022. Bolsonaro e aliados são investigados por possíveis articulações para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Paulo Gonet, pede 43 anos de prisão a Jair Bolsonaro.