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Polícia pede nova análise após exame negativo em caso de suposto envenenamento no AC

Por Cris Menezes 27/09/2025 09:47 Atualizado em 27/09/2025 09:47
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Irmãs passaram mal ao comer cachorro-quente em casa — Foto: Reprodução/TV Globo/arquivo

Os exames toxicológicos realizados nas duas irmãs, de 13 e 27 anos, que passaram mal após consumir um molho de cachorro-quente caseiro em junho deste ano, no município de Porto Acre, não detectaram a presença de veneno. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que investiga o caso sob a coordenação do delegado Leonardo Neves.

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Diante do resultado negativo, o delegado solicitou uma contraprova para analisar a possibilidade de intoxicação por outro tipo de substância. “Pedi para examinar, com urgência, um veneno utilizado na plantação que estava na casa. Como não foi encontrada amostra do molho, a contraprova das vítimas é essencial”, explicou Neves. O prazo para conclusão do novo laudo ainda é incerto, uma vez que o laboratório aguarda a chegada de insumos.

Suspeito intimado e silêncio durante depoimento
Desde o início das investigações, a polícia trabalha com a hipótese de envolvimento de uma pessoa próxima às vítimas. O suspeito, cujo parentesco não foi divulgado, compareceu à delegacia acompanhado de um advogado, mas optou por não responder aos questionamentos dos investigadores.

Caso teve início em junho
No dia 8 de junho, as duas irmãs deram entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Sobral, em Rio Branco, com sintomas que levaram o médico a suspeitar de envenenamento por “chumbinho” – um raticida à base de organofosforado. O antídoto foi administrado, e ambas apresentaram melhora.

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De acordo com relatos, as jovens haviam consumido o molho de cachorro-quente junto com outros familiares na noite anterior. Na manhã do dia seguinte, notaram que a comida apresentava “pontinhos pretos” e sabor alterado, mas ingeriram o restante. Minutos depois, passaram mal.

A adolescente de 13 anos recebeu alta no dia 9 de junho, enquanto a jovem de 27 anos permaneceu em observação hospitalar. O caso foi registrado inicialmente na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e repassado para a Delegacia de Porto Acre, que segue com as investigações.

A polícia aguarda a contraprova toxicológica para dar continuidade ao caso.

Com informações G1

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