9 de julho de 2026

Reino Unido, Austrália e Canadá contrariam Israel e reconhecem Estado da Palestina

Reino Unido, Austrália e Canadá contrariam Israel e reconhecem Estado da Palestina
Reino Unido, Austrália e Canadá contrariam Israel e reconhecem Estado da Palestina

Reino Unido, Austrália e Canadá reconheceram formalmente o Estado da Palestina neste domingo (21/9). Os três países anunciaram a decisão simultaneamente por meio de declarações oficiais de seus primeiros-ministros, com o objetivo de apoiar a solução de dois Estados para o conflito entre palestinos e israelenses. A medida ocorre em meio à crise humanitária em Gaza e à estagnação nas negociações diplomáticas para um cessar-fogo na região.

Os anúncios foram feitos pelos líderes dos três países através de comunicados oficiais. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, utilizou a rede social X para divulgar a decisão: “Hoje, o Reino Unido reconhece formalmente o Estado da Palestina para reviver a esperança de paz entre palestinos e israelenses, e uma solução de dois Estados”. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, declarou: “O Canadá reconhece o Estado da Palestina e oferece sua colaboração para construir a promessa de um futuro pacífico, tanto para o Estado da Palestina como para o Estado de Israel”.

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Na Austrália, o primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que o país “reconheceu formalmente o independente e soberano Estado da Palestina”. Ele acrescentou: “Ao fazê-lo, a Austrália reconhece as aspirações legítimas e antigas do povo palestino de ter um Estado próprio”. Albanese também disse: “O ato de reconhecimento de hoje reflete o compromisso de longa data da Austrália com uma solução de dois Estados, que sempre foi o único caminho para uma paz e segurança duradouras para os povos israelense e palestino”.

A decisão representa uma mudança no posicionamento destes países em relação ao conflito no Oriente Médio. Em 29 de julho, Starmer havia antecipado que o reconhecimento do Estado palestino ocorreria em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU.

Com esta medida, Reino Unido e Canadá se tornaram os primeiros membros do G7, grupo das principais economias do mundo, a reconhecerem formalmente o Estado da Palestina. A Austrália, embora não integre o G7, é uma potência regional no Pacífico.

O reconhecimento por parte destes três países segue uma tendência já observada entre nações europeias e latino-americanas que adotaram posição semelhante. Esta movimentação diplomática aumenta a pressão internacional sobre Israel em relação ao conflito. A medida deve intensificar os esforços diplomáticos liderados por França e Arábia Saudita, que têm trabalhado para influenciar outros países a favor do reconhecimento da Palestina.