9 de julho de 2026

STF envia projeto ao Congresso para reajustar salários do Judiciário

STF envia projeto ao Congresso para reajustar salários do Judiciário
STF envia projeto ao Congresso para reajustar salários do Judiciário

O STF encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei para reajustar os vencimentos básicos, cargos em comissão e funções comissionadas dos servidores do Poder Judiciário da União. A proposta prevê aumentos em três parcelas sucessivas e cumulativas de 8% cada, a serem aplicadas em 1º de julho de 2026, 1º de julho de 2027 e 1º de julho de 2028.

Segundo a justificativa do projeto, o objetivo é recompor parcialmente as perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos anos e conter a evasão de profissionais para outros órgãos públicos e para a iniciativa privada. De acordo com o texto, áreas como Direito e Tecnologia da Informação são particularmente afetadas pela saída de servidores para carreiras mais valorizadas no mercado.

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6 imagensPresidente do TSE, Cármen LúciaPresidente do STJ, Herman BenjaminPresidente do TST, Aloysio Corrêa da VeigaPresidente do STM, Maria Elizabeth RochaPresidente do TJDFT, Waldir Leôncio JúniorFechar modal.1 de 6

Presidente do STF, Luís Roberto Barroso

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Presidente do TSE, Cármen Lúcia

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto3 de 6

Presidente do STJ, Herman Benjamin

Gustavo Lima/STJ4 de 6

Presidente do TST, Aloysio Corrêa da Veiga

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Presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha

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Presidente do TJDFT, Waldir Leôncio Júnior

O STF sustenta que mesmo após a recomposição salarial implementada pela Lei 14.523/2023, a perda de poder aquisitivo dos servidores do Judiciário da União atinge 24,21% até julho de 2025 e pode chegar a 31,36% em junho de 2026. O último reajuste havia sido concedido pela Lei 12.317/2016, cuja última parcela foi implementada em janeiro de 2019.

A proposta também menciona que as entidades representativas da categoria intensificaram ações reivindicatórias, incluindo pedidos formais de recomposição, audiências, atos públicos e indicativos de paralisação. De acordo com o projeto, a saída de servidores implica perda de conhecimentos e habilidades acumuladas, além de aumentar custos com concursos, treinamentos e integração de novos profissionais.

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O STF justifica que a iniciativa está alinhada à autonomia administrativa e financeira do Judiciário, prevista no artigo 99 da Constituição Federal, e observa os limites das dotações orçamentárias do Poder.

O texto é assinado pelos presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Superior Tribunal Militar (STM) e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), indicando consenso entre os órgãos do Judiciário.

Ainda segundo a proposta, os percentuais e o parcelamento foram definidos em diálogo no Fórum de Discussão Permanente da Carreira dos Servidores do Poder Judiciário da União, realizado em julho de 2025, e seguem parâmetros semelhantes aos de reestruturações promovidas pelo Poder Executivo Federal.