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Trama golpista: PGR pede ao STF condenação de réus do núcleo 4

Por Metrópoles 03/09/2025 21:27
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta quarta-feira (3/9), ao Supremo Tribunal Federal (STF), a condenação dos sete réus que integram o núcleo 4 da suposta trama golpista iniciada em 2022 para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. A manifestação ocorreu na fase de alegações finais, que antecede o julgamento.

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Os integrantes do núcleo 4, conforme a denúncia apresentada pelo procurad0r-geral da República, Paulo Gonet, é formado por pessoas – a maioria, militares da ativa e da reserva – que teriam atuado para minar a credibilidade das urnas eletrônicas e do processo eleitoral, além de tentar pressionar as Forças Armadas a aderirem ao plano de golpe de Estado.

Veja quem faz parte do núcleo 4

O pedido de condenação dos réus é pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado. Na manifestação, a PGR diz aguardar, também, a “fixação do valor mínimo para reparação dos danos causados pelos crimes denunciados”.

O prazo para as alegações finais da PGR venceria nesta quarta. O ministro Alexandre de Moraes, relator da Ação Penal 2.694, havia concedido, no dia 18 de agosto deste ano, 15 dias para que o Ministério Público se pronunciasse.

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Ao longo da peça, composta por 193 páginas, a PGR destaca a robustez da investigação realizada pela Polícia Federal (PF) e ainda individualiza a conduta dos integrantes do núcleo 4.

Em relação ao major da reserva do Exército, Ailton Gonçalves Moraes Barros, por exemplo, a PGR reforça que há um conjunto de provas e que a acusação não se baseia apenas na delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid.

“A defesa do acusado tentou desacreditar as mensagens encontradas sob alegação de vício em sua obtenção, inclusive, na cadeia de custódia. A Polícia Federal, contudo, documentou a forma de extração dos dados de todos os dispositivos eletrônicos, sendo conferido à defesa o acesso aos prints nos exatos moldes em que foram extraídos de sua fonte, respeitando-se a cadeia de custódia”, diz trecho da resposta da PGR ao STF.

Próximos passos

Com a manifestação da PGR, será a vez, agora, dos advogados de defesa dos réus apresentarem as alegações finais. O rito é o mesmo adotado na ação penal do núcleo 1, no qual o ex-presidente é um dos réus, ao lado de sete aliados, e cujo julgamento está em andamento na Primeira Turma do STF.

A previsão é que até o próximo dia 17, o processo do núcleo 4 já tenha todas as manifestações concluídas, uma vez que os prazos não são suspensos aos fins de semana.

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