8 de julho de 2026

Veterinária alerta para riscos da dirofilariose, doença fatal aos pets

Veterinária alerta para riscos da dirofilariose, doença fatal aos pets
Veterinária alerta para riscos da dirofilariose, doença fatal aos pets

Durante o Setembro Vermelho, campanha voltada à saúde cardiovascular, um alerta importante também se estende aos animais de companhia. A dirofilariose, popularmente conhecida como “verme do coração”, é uma doença grave que pode afetar cães, gatos e até humanos. Transmitida por picadas de mosquitos, ela é silenciosa e, quando não diagnosticada precocemente, pode levar à morte.

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A veterinária Paulo Castro, da FMU, responsável técnica pela clínica de cães e gatos da instituição, detalhou ao Metrópoles os principais riscos, sintomas e formas de prevenção.

“A doença é causada por um parasita chamado Dirofilaria immitis, transmitido por mosquitos hematófagos, como o Culex e o Aedes aegypti“, explica Paula.

“Os vermes adultos se alojam no coração e vasos sanguíneos do animal, podendo causar insuficiência cardíaca, trombose e alterações pulmonares.” Os cães são mais suscetíveis, mas gatos também podem ser afetados, mesmo que o ciclo do parasita nem sempre se complete neles. “E os sintomas, quando aparecem, pode ser graves nos felinos também”, alerta.

Imagem mostra mosquito aedes aegypti, que transmite várias doenças, como a dengue, em uma superfície marrom - Metrópoles - zika, sengueAedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue e da zika, é o principal vetor da febre amarela

Sintomas e diagnóstico: quando suspeitar da doença

A dirofilariose pode se desenvolver sem sinais aparentes. Com o tempo, o animal pode apresentar:

  • Tosse persistente;
  • Cansaço fácil ou intolerância ao exercício;
  • Dificuldade para respirar;
  • Desmaios;
  • Perda de peso.

“Todo paciente que apresenta esses sintomas deve ser testado para dirofilariose”, destaca Paula. O diagnóstico pode ser feito por testes rápidos, exames moleculares como PCR e pela visualização das formas jovens do parasita, as microfilárias, no microscópio, a partir de uma amostra de sangue.

Ela reforça ainda a importância de testar animais que viajaram para áreas endêmicas, como o litoral de São Paulo. “Mesmo que o pet não apresente sintomas, o risco é real. Nessas regiões, o mosquito transmissor está presente com frequência”, afirma.

foto colorida gato branco com gripeOs gatos também podem ser afetados, mesmo que o ciclo do parasita nem sempre se complete neles

Tratamento e prevenção: foco em eliminar as formas jovens

Segundo a especialista, o tratamento da dirofilariose no Brasil é feito com antiparasitários eficazes contra as formas jovens e larvais da Dirofilaria. “Infelizmente, o antiparasitário que elimina os vermes adultos não está disponível no país. Por isso, o tratamento é combinado com antibióticos, que atacam uma bactéria essencial à sobrevivência do parasita. Isso enfraquece o verme e facilita o combate”, explica a veterinária.

Segundo ela, a prevenção continua sendo a melhor estratégia. “Existem medicamentos preventivos que não impedem a infecção, mas eliminam o parasita antes que ele chegue à fase adulta. Isso evita os danos ao organismo do animal.”

Coleiras repelentes também são recomendadas como forma de reduzir o risco de picada de mosquito, especialmente em áreas de maior incidência.

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Viagens e cuidados extras com a saúde do pet

Para tutores que costumam viajar com seus pets, especialmente para o litoral e regiões mais quentes e úmidas, o alerta é claro: antes de viajar, previna; depois de voltar, teste. “Os animais precisam estar protegidos. É uma doença que, uma vez instalada, é difícil de tratar completamente, e que pode trazer consequências irreversíveis.”