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Justiça

Acusados de matar colono por herança vão a julgamento no Acre

Por Cris Menezes 09/10/2025 13:56 Atualizado em 09/10/2025 13:56
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Corpo de colono foi achado em local de difícil acesso — Foto: Polícia Civil

O Tribunal do Júri de Xapuri, no interior do Acre, marcará para o dia 6 de novembro o julgamento de Benigno Queiroz Sales e Risonete Borges Monteiro, acusados pelo assassinato do colono Francisco Campos Barbosa, conhecido como “Chico Abreu”. O crime ocorreu em novembro de 2022, e a sessão está prevista para começar às 9h no Fórum da cidade.

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De acordo com a intimação da Vara Criminal, os dois réus e as testemunhas, incluindo o delegado que chefiou as investigações, foram convocados a comparecer.

Acusação: crime por herança e emboscada

Segundo a denúncia do Ministério Público do Acre (MP-AC), o homicídio foi planejado por Risonete, que na época era companheira da vítima, com o objetivo de ficar com o patrimônio do marido  incluindo dinheiro, colônias e gado. Benigno Queiroz, que havia começado a trabalhar na propriedade pouco antes do crime, foi apontado como o executor do assassinato.

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As investigações apontam que os acusados sabiam que Chico Abreu tinha recebido R$ 16 mil de um negócio dias antes. Para colocar o plano em prática, Risonete viajou para Rio Branco, deixando Benigno a sós com a vítima.

Executor bebeu com vítima antes do crime

No dia 27 de novembro de 2022, Benigno teria bebido com Chico Abreu – estratégia que, segundo a acusação, facilitaria obter informações sobre onde estava o dinheiro. No entanto, a vítima desconfiou da intenção do comparsa e saiu correndo em direção a um milharal.

Foi então que Benigno, usando a própria espingarda de Chico Abreu, efetuou um disparo que atingiu o colono pelas costas. Mesmo ferido, a vítima correu cerca de 200 metros até cair. O acusado se aproximou e enforcou-o, exigindo que revelasse o esconderijo do dinheiro.

Chico Abreu chegou a indicar que o valor estava no quarto de Risonete, trancado com a chave sob uma lata de tinta. Benigno não encontrou o dinheiro, mas fugiu levando a espingarda, uma motocicleta e outros pertences da vítima. O corpo foi localizado posteriormente pela Polícia Civil em uma área de difícil acesso na divisa entre Xapuri e Epitaciolândia.

Defesas se manifestam

O advogado de Risonete, Luiz Henrique Fernandes Suarez, afirmou que a acusada é inocente. “A defesa de Risonete reafirma a inocência dela perante o caso, e informa que ante a total ausência de indícios de autoria e materialidade de qualquer prática criminosa efetivada por ela, em detrimento ao seu ex-marido”, declarou.

Já a defesa de Benigno Queiroz está a cargo da Defensoria Pública do Acre (DPE-AC), que não costuma se pronunciar publicamente sobre casos em andamento.

O julgamento ocorrerá quase dois anos após o crime, em novembro de 2022.

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