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Câmara aprova fim do IR para quem ganha até R$ 5 mil; proposta vai ao Senado

Por Marcos Henrique 02/10/2025 07:29 Atualizado em 02/10/2025 07:32
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© Lula Marques/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (1º) o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e reduz a cobrança para rendimentos de até R$ 7.350. O texto recebeu 493 votos favoráveis e nenhum contrário.

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A proposta, enviada pelo governo federal, ainda precisa passar pelo Senado antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mudança faz parte de uma promessa de campanha de Lula em 2022.

Atualmente, só quem recebe até R$ 3.036 é isento do IR. Pela nova regra, a partir de 2026:

O governo estima que 26,6 milhões de contribuintes serão beneficiados diretamente. Professores que recebem o piso salarial, por exemplo, ficarão totalmente isentos.

Para bancar a renúncia fiscal, estimada em R$ 25,8 bilhões, o projeto cria uma tributação extra para os chamados “super-ricos”. Quem recebe acima de R$ 600 mil por ano pagará uma alíquota progressiva de até 10%, incidindo integralmente a partir de R$ 1,2 milhão anuais. A medida deve atingir cerca de 140 mil pessoas (0,13% dos contribuintes).

Segundo o relator Arthur Lira (PP-AL), a taxação ainda deve gerar R$ 12,7 bilhões até 2027, valor que será usado para compensar reduções na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), criada pela Reforma Tributária.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou a aprovação como “um dia histórico para o país” e afirmou que o Parlamento mostrou união em favor da população.

Deputados da base do governo ressaltaram o caráter de justiça tributária da proposta. Carlos Zarattini (PT-SP) destacou que a medida reduz desigualdades ao aliviar a carga sobre trabalhadores e classe média. Fernanda Melchionna (PSOL-RS) disse que o projeto também garante um imposto mínimo para os mais ricos.

Por outro lado, houve críticas. Gilson Marques (Novo-SC) afirmou que a arrecadação sobre os mais ricos não beneficiará os mais pobres, mas sim os cofres do governo. Bibo Nunes (PL-RS) chamou a proposta de “populista” e Luiz Carlos Hauly (Pode-PR) disse que ela não resolve o peso dos tributos sobre os mais pobres.

Lucros e dividendos

O texto também prevê cobrança de 10% de IR na fonte sobre lucros e dividendos pagos a pessoas físicas residentes no Brasil, quando ultrapassarem R$ 50 mil por mês. Os valores referentes a resultados até 2025 ficam fora da nova regra, desde que distribuídos até 31 de dezembro de 2025.

Veja:

Com informações da Agência Brasil.

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