9 de julho de 2026

Centro financiado pela Fapesp cria calculadora que detecta depressão

Centro financiado pela Fapesp cria calculadora que detecta depressão
Centro financiado pela Fapesp cria calculadora que detecta depressão

Uma calculadora que ajuda a identificar sintomas de depressão e de outros transtornos foi criada a partir de um estudo realizado por cientistas ligados ao Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) e pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O CISM, que tem como objetivo avançar no conhecimento sobre as condições de saúde mental do estado de São Paulo, é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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A ferramenta foi desenvolvida com base nas respostas dos usuários aos 13 itens que compõem a escala do Questionário Breve de Humor e Sentimentos – Short Mood and Feelings Questionnaire (SMFQ), em inglês.

O estudo analisou dados de 1.905 jovens, entre 14 e 23 anos, participantes da Brazilian High Risk Cohort (BHRC). Chamado “Conexão Mentes do Futuro”, o projeto é ligado ao CISM e investiga as origens genéticas e ambientais dos transtornos mentais.

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A escala SMFQ visa identificar como uma pessoa está se sentindo ou agindo nas últimas duas semanas. As opções de respostas são “não é verdade”, “às vezes” e “verdade” para perguntas relacionadas ao estado emocional, como “eu me senti sozinho”, “eu chorei muito” e “eu fiz tudo errado”. A pontuação final é calculada segundo o peso de cada resposta fornecida.

A principal condutora do estudo é Gabriele dos Santos Jovem, da UFSM. O supervisor foi o professor da UFSM Mauricio Scopel Hoffmann, também membro do CISM.

Como funciona a calculadora

Os pesquisadores calcularam pontos de corte flexíveis à medida que a pessoa aumenta os seus sintomas. A pontuação é dada em escores-T, que é uma medida padronizada que reflete o quão distante uma pessoa está da média de uma distribuição, ou seja, um ponto de referência para análises em relação à média da população.

A partir disso, a ferramenta foi desenvolvida de forma que conseguisse refletir, segundo o escore calculado, a probabilidade de se ter um diagnóstico psiquiátrico.

A calculadora, então, indica a probabilidade percentual de enquadramento em diagnósticos como depressão, ansiedade generalizada, ansiedade social, pânico/agorafobia, estresse pós-traumático ou qualquer uma das condições internalizantes a partir do resultado do escore.

Estudo científico desenvolvido por pesquisadores do CISM, UFSM, USP, UFRGS e Unifesp levou à calculadora com base em um questionário - Metrópoles

Caso o escore esteja abaixo dos pontos de corte estabelecidos para as comorbidades, a plataforma indica ausência ou nível muito baixo de sintomas.

On-line e de uso gratuito, a calculadora pode auxiliar profissionais de saúde na prática clínica, especialmente em países de baixa e média renda, onde a detecção de transtornos ainda é insuficiente.