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Como matar policial virou bilhete de entrada no CV do Rio

Por Metrópoles 31/10/2025 03:27
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A megaoperação que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha expôs um fenômeno silencioso que vem remodelando o crime organizado no país: a migração de faccionados do Pará para o Rio de Janeiro, com respaldo do Comando Vermelho (CV). Investigações apontam que, para esses criminosos, matar um policial em seu estado de origem passou a funcionar como um “passaporte” que garante abrigo e status dentro da facção fluminense.

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A dinâmica, segundo fontes da área de segurança, combina fuga, proteção e fortalecimento da facção. No Rio, os foragidos encontram território dominado pela organização criminosa e um ambiente onde conseguem atuar com menor risco de serem capturados.

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A migração atende a dois interesses claros:

• Escapar do cerco policial: após ataques contra agentes no Pará, autores de crimes de grande repercussão fogem para o Rio, onde têm apoio logístico dentro das comunidades controladas pelo CV.

• Ganhar moral dentro do crime: o assassinato de policiais é tratado como demonstração de “coragem” e fidelidade à facção, o que lhes garante espaço para atuar e treinar novos integrantes no Rio.

“Eles chegam com histórico de homicídios contra policiais e entram para reforçar a segurança da facção nos complexos”, disse uma fonte.

O Complexo da Penha é apontado como a comunidade com maior concentração de criminosos paraenses. Entre os investigados estão Tiago Teixeira Sales, o “Gato Mestre”, e Anderson Souza Santos, o “Latrol”, nomes de relevância no CVPA. Ambos integrariam o grupo de alvos prioritários da megaoperação.

Ainda de acordo com fontes da coluna, a presença desses criminosos reforça o poder militar do CV no Rio e amplia sua atuação interestadual. A facção passa a exportar e receber violência, operando redes que conectam disputas locais, assassinatos de agentes e expansão territorial em vários estados.

Operação mirou núcleo interestadual

Com 2,5 mil agentes mobilizados, a Operação Contenção pretendia capturar lideranças que orquestravam ações no Pará e estavam instaladas na Penha e no Alemão. Parte dos investigados está entre os mortos, segundo equipes do Estado, mas o número exato ainda é apurado.

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