9 de julho de 2026

Família se manifesta sobre suposto abuso contra homem preso por agredir namorada

Família se manifesta sobre suposto abuso contra homem preso por agredir namorada
Família se manifesta sobre suposto abuso contra homem preso por agredir namorada

A família de Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, preso por espancar a namorada com 61 socos dentro de um elevador em Natal, no Rio Grande do Norte, se pronunciou e negou que o ex-jogador de basquete tenha sido espancado e abusado por outros detentos da Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim, onde ele está custodiado.

De acordo com o blog potiguar A Fonte, Igor Eduardo teria sido vítima de outros detentos que não engoliram a covardia vista em julho, quando câmeras o flagraram agredindo a até então namorada, Juliana Garcia, deixando-a inconsciente e com múltiplas fraturas no rosto. Ainda segundo a página, ele acabou hostilizado e, segundo relatos, precisou de atendimento médico na quinta-feira (2/10).

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Ela foi agredida pelo então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral.Reprodução/@julianagarcia.br Igor Eduardo Pereira Cabral, agressor de Juliana GarciaReprodução: Redes Sociais Igor Eduardo Pereira Cabral era jogador de basqueteReprodução/Redes Sociais Igor Eduardo Pereira Cabral, agressor de Juliana GarciaReprodução/Redes Sociais

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Ao site Hugo Gloss, familiares do ex-jogador garantiram que as informações não procedem e que não darão mais detalhes. Ainda de acordo com a reportagem, Igor Eduardo teve a visita de dois advogados na quinta-feira e não teria qualquer problema com outros detentos.

Segundo a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP/RN), a notícia divulgada em blogs da capital é falsa: “Não procede a informação de que o custodiado Igor Cabral sofreu qualquer tipo de violência na unidade prisional”, informou a assessoria da pasta ao Blog Robson Pires, o Xerife.

Em agosto, o ex-jogador relatou, em depoimento, agressões e ameaças por parte de policiais penais na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim.

A CNN teve acesso ao boletim de ocorrência registrado no dia 1º, segundo o qual os episódios teriam começado em 30 de julho, quando Igor foi transferido para a unidade. Ele afirma que foi colocado em uma cela isolada, algemado e sem roupas, e que os policiais teriam usado spray de pimenta, desferido golpes com sandálias, socos, chutes e cotoveladas.

“Eles me disseram que havia chegado ao inferno”, relatou Igor, acrescentando que agentes teriam feito ameaças de estupro, envenenamento e morte, além de sugerir que ele se suicidasse. Segundo ele, os policiais também gravaram vídeos e o forçaram a engolir o spray de pimenta.

A Corregedoria do Sistema Penitenciário afirmou ter conhecimento dos fatos e providenciou sua condução à delegacia para registro da ocorrência e realização de exame de corpo de delito. A Polícia Civil investiga o caso.

Juliana Garcia passou por cirurgia de reconstrução facial e descreveu a agressão como um “atentado contra a vida”. Ela revelou ainda que o relacionamento era tóxico e abusivo, com histórico de agressões físicas e psicológicas, além de ciúmes excessivos por parte de Igor.