9 de julho de 2026

“Fantástica”, diz Tagliaferro sobre audiência de extradição na Itália

“Fantástica”, diz Tagliaferro sobre audiência de extradição na Itália
“Fantástica”, diz Tagliaferro sobre audiência de extradição na Itália

O ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro afirmou, na manhã desta segunda-feira (6/10), que foi “fantástica” a audiência na Justiça italiana sobre o pedido de extradição feito pelo Brasil às autoridades da Itália.

Tagliaferro, que atuou na assessoria do ministro Alexandre de Moraes, foi conduzido à delegacia de polícia italiana na quarta-feira (1º/10) e, nesta segunda, compareceu ao juízo italiano para ser comunicado oficialmente do pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro.

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“Quero informar que eu já estou indo embora, eu já passei pela audiência, foi fantástica. Acho que a minha expressão diz tudo de como foi. Foi muito bom”, disse Tagliaferro. “O juiz recebeu muito bem, é como se fosse um ministro aqui. E agora vamos para a luta”, completou o ex-assessor.

Conforme apurou o Metrópoles, Tagliaferro declarou ao juiz que não pretende e não quer deixar a Itália para ser enviado de volta ao Brasil.

Tagliaferro é alvo de um pedido de extradição do governo brasileiro após determinação de Moraes, em razão do vazamento de conversas entre assessores do ministro.

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Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O ex-assessor é suspeito de ter vazado mensagens trocadas entre servidores de Moraes no STF e no TSE para a Folha de S.Paulo. Tagliaferro já havia sido indiciado pela Polícia Federal (PF) em abril. Segundo a PGR, ele teria repassado informações sigilosas, incluindo petições e diálogos internos de servidores ligados ao ministro.

Tagliaferro está com as contas bloqueadas por determinação de Moraes e, por ordem da Justiça italiana, não pode deixar o país e deve informar as autoridades onde permanecerá em caso de necessidade.