O nome de Tim Maia voltou aos palcos de São Paulo com o musical Tim Maia Vale Tudo, reestreado na última quinta-feira (16/10), em São Paulo. A nova montagem tem curadoria de Carmelo Maia, filho do artista, que abriu o coração em entrevista ao repórter Eduardo Reis, do portal LeoDias, ao revelar que já recebeu ofertas tentadoras para vender os direitos da obra do pai, mas recusou todas elas.
“Já vieram investidores internacionais querendo comprar a obra do meu pai e eu jamais quis vender por dinheiro algum”, contou. “Queriam me rentabilizar por um dinheiro que eu ficaria com meu futuro tranquilo. Mas eu prefiro fazer manutenção. Ganha bem menos, mas posso espalhar amor, o lado humano que ele tinha, a história como tem que ser contada, e mostrar a genialidade e autenticidade dele como tem que ser. Não de forma distorcida, nem por alguém que nunca o conheceu”, disse.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Filho de Tim Maia ironiza polêmicasFoto/Portal LeoDias/Divulgação Reprodução Thór Junior como Tim Maia para musicalDivulgação
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Fidelidade ao legado e à promessa feita ao pai
Carmelo explicou que a decisão não é apenas empresarial, mas emocional. Ele revelou que segue uma orientação deixada por Tim Maia, que o alertava para não permitir que a arte virasse negócio vazio.
“Meu pai exigia muito isso de mim: que eu trabalhasse, mas que jamais fizesse da obra dele um produto. Pra mim, funciona como um filho. Eu preciso cuidar até o final da minha vida enquanto eu estiver aqui”, pontuou.
Segundo Carmelo, a missão de preservar o legado do pai é também uma forma de resistência num mundo que, segundo ele, anda “frio e desumano”. “O mundo mudou muito, o Brasil mudou muito, mas a única coisa que não envelhece e é atemporal é o Tim Maia. As músicas, principalmente a obra e o legado. Ele toca a alma, e isso é o que o mundo mais precisa hoje”, constatou.
O novo musical: autenticidade e emoção no palco
O espetáculo marca o retorno de Tim Maia Vale Tudo, considerado um dos maiores musicais da história do teatro brasileiro. A nova versão, segundo Carmelo, aprofunda a dimensão humana e artística do cantor.
“Personagens que não tiveram no primeiro musical, nós teremos nesse. Jorge Ben, Sandra de Sá, Cassiano, Marisa Monte… e até meu pai cantando uma homenagem do MV Bill pra ele, cantando rap”, adiantou.
Para Carmelo, mais importante do que o sucesso de público é garantir que o nome de Tim Maia continue sendo sinônimo de autenticidade e liberdade: “A gente só tem a ganhar. O primeiro musical foi eleito o melhor de todos os tempos. Esse supera o primeiro. Posso garantir.”






