Início / Versão completa
Geral

Fumando maconha, Bove apontava arma para Cíntia como “brincadeira”, diz MPSP

Por Metrópoles 23/10/2025 20:27
Publicidade

O deputado estadual Lucas Bove (PL) tinha o hábito de fumar maconha e manusear a própria arma de fogo  apontando como “brincadeira” para a então esposa, a influenciadora Cíntia Chagas, diz a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) oferecida à Justiça nesta quinta (23/10). A promotoria classificou o ato como uma “intimidação ostensiva”.

Publicidade

Em uma ocasião específica, em julho de 2024, Bove teria fumado maconha e apertado o mamilo de Cíntia enquanto eles estavam na presença de uma amiga dela – o que ele fazia frequentemente, de acordo com a denúncia obtida pelo Metrópoles.

O parlamentar chegou a passar a mão debaixo da roupa da então esposa, naquele episódio, dizendo para a outra mulher presente: “Olha o que eu faço com sua amiga”. A situação teria deixado as duas constrangidas.

7 imagensFechar modal.1 de 7

Publicidade

Cintia Chagas

Reprodução2 de 7

Cíntia Chagas prestou queixa contra o deputado

Reprodução3 de 7

Cíntia Chagas é influencer e professora de português

Castella Studio/@cintiachagass/Instagram/Reprodução4 de 7

Cíntia Chagas teria proposto a multa de R$ 1 milhão para quebra da confidencialidade

@cintiachagass/Instagram/Reprodução5 de 7

A defesa de Cíntia Chagas pediu a prisão de Lucas Bove na sexta-feira (18/10)

@cintiachagass/Instagram/Reprodução6 de 7

Antes de casar com o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), esteve em um relacionamento com o psicólogo e empresário Luiz Fernando Garcia

@cintiachagass/Instagram/Reprodução7 de 7

A influencer e o deputado estadual de SP anunciaram a separação poucos meses depois do casamento

@cintiachagass/Instagram/Reprodução

MPSP pede prisão preventiva de Bove

O MPSP denunciou Bove por violência psicológica, perseguição, ameaça e lesão corporal e pediu a prisão preventiva do parlamentar. Cíntia o acusou de agressão pela primeira vez em setembro do ano passado, durante a separação do casal.

Na época, ela registrou um boletim de ocorrência e entrou com um pedido de medida protetiva, que foi acatado pela Justiça. Desde então, Bove ficou proibido de manter contato, se aproximar e frequentar lugares em que a ex-esposa esteja.

No entanto, o parlamentar teria um padrão “reiterado” de desrespeitar a medida protetiva, como destacou a promotora Fernanda Raspantini Pellegrino na denúncia.

“Há aproximadamente um ano, o denunciado vem ignorando as determinações do Sistema de Justiça (que já o intimou e o advertiu, pessoalmente e por meio de seus advogados constituídos), de modo que o autor possui a devida ciência acerca da necessidade de respeitar as medidas protetivas, porém, ele não o faz por acreditar que não será responsabilizado pelas consequências de seus atos, tendo em vista que age como se não houvesse decisão judicial a cumprir”, afirmou a promotoria.

Pellegrino destacou que Bove fez “publicações expressas ao nome da vítima e menções acerca da existência e conteúdo do processo” ignorando, “por completo”, a vigência das protetivas.

Histórico de agressões

Processos e medidas protetivas

Logo após a separação, em setembro, Cíntia registrou um boletim de ocorrência contra Bove e entrou com um pedido de medida protetiva, que foi acatado pela Justiça. Ele ficou proibido de manter contato, se aproximar e frequentar lugares em que ela esteja. As cautelares permanecem vigentes e o divórcio foi oficializado em 14 de setembro.

Em setembro deste ano, ele foi indiciado por ameaça e violência psicológica. E, nesta quinta, o MPSP o denunciou por violência psicológica, perseguição, ameaça e lesão corporal. Além disso, há uma ação penal instaurada por descumprimento de medidas protetivas. O órgão ministerial pede à Justiça a prisão preventiva do parlamentar.

O que dizem as partes

Em nota, a defesa de Cíntia afirmou que a denúncia oferecida pelo MPSP “representa um marco importante para as mulheres na busca pela verdade, pela responsabilização e pela dignidade da vítima”.

Segundo a advogada Gabriela Manssur, a denúncia formal reafirma o que “sempre sustentaram”: “Que não há espaço para o abuso, para a impunidade e para o uso do poder como instrumento de opressão”.

Em publicação nas redes sociais após a repercussão do pedido de prisão preventiva, Bove afirmou que o requerimento ocorreu após ele “responder uma pergunta sobre fatos que já eram públicos e que foram vazados”. Ele acrescentou que a Delegacia da Mulher “afastou totalmente as acusações de violência física”, o indiciando por violência psicológica.

O parlamentar afirmou que um laudo que atesta a ausência de dano psicológico na vítima foi ignorado pela delegacia. Ele lembrou ainda que a Cíntia falou publicamente à imprensa nessa quarta (22/10) sobre o episódio em que ele lhe atirou uma faca. “Segredo de Justiça com uma cautelar que me proíbe também de falar! E nada acontece…”, afirmou Bove.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.