Início / Versão completa
Geral

Homem que esfaqueou motorista de app no DF: “Achei que era assalto”

Por Metrópoles 27/10/2025 15:27
Publicidade

O medo de ser assaltado é a justificativa que o suspeito, de 41 anos, deu à Polícia Civil para o ataque brutal cometido contra o motorista de aplicativo, Elias Alves dos Santos Filho (foto em destaque), de 37 anos, na madrugada do último sábado (26/10). O crime, que quase terminou em morte, ocorreu durante uma corrida entre Águas Lindas (GO) e o Recanto das Emas (DF).

Publicidade

Segundo o relato do autor, o motorista teria alterado o trajeto e um carro passou a seguir o veículo, o que o levou a acreditar que estava sendo levado para uma emboscada. Supostamente tomado pelo medo, o passageiro sacou um canivete e desferiu vários golpes no pescoço da vítima, que ficou gravemente ferida.

Leia também

De acordo com a investigação da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro), o suspeito havia ingerido bebidas alcoólicas após uma confraternização familiar. A corrida foi solicitada pelo irmão do autor, a pedido dele.

Ataque feroz

Durante o trajeto, o motorista manteve o percurso normal indicado pelo aplicativo, mas, sob efeito do álcool e tomado pela desconfiança, o passageiro acreditou estar em perigo e atacou de forma repentina, sem qualquer ameaça real.

Mesmo gravemente ferido, o motorista conseguiu dirigir até o Hospital Regional de Ceilândia, onde perdeu o controle do veículo e colidiu contra um poste em frente à unidade. Ele foi socorrido imediatamente e segue internado em estado grave.

Após o ataque, o agressor fugiu e se escondeu em uma área de mata, de onde enviou mensagens de áudio ao irmão confessando o esfaqueamento. Pouco depois, foi resgatado pelo próprio irmão e levado para casa. No dia seguinte, o homem jogou as roupas sujas de sangue no lixo e fugiu novamente. As peças foram localizadas e apreendidas pelos investigadores.

“Reação instintiva”

Na tarde de segunda-feira (27/10), o suspeito se apresentou espontaneamente na 15ª DP, acompanhado de dois advogados. Durante o interrogatório, admitiu o crime, mas insistiu que agiu por medo, alegando ter “reagido instintivamente” ao suposto risco de assalto.

A ação que resultou na prisão foi batizada de Operação Percurso Final, em referência ao trajeto alterado que motivou a desconfiança do autor e simboliza também o caminho trilhado pela investigação até sua captura.

Conforme o delegado-chefe João de Ataliba Nogueira Neto, responsável pelo caso, a apuração contou com o apoio da empresa de transporte por aplicativo, que forneceu dados da corrida, além de depoimentos de testemunhas. As provas confirmaram a autoria e a dinâmica dos fatos.

O homem, que não possuía antecedentes criminais, foi indiciado por tentativa de homicídio duplamente qualificado — pelo uso de meio cruel e por impossibilitar a defesa da vítima. Ele foi encaminhado à Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), onde permanece à disposição da Justiça.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.