9 de julho de 2026

Isenção do IR será votada em 30 dias, diz relator no Senado

Isenção do IR será votada em 30 dias, diz relator no Senado
Isenção do IR será votada em 30 dias, diz relator no Senado

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e relator do projeto que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse, nesta terça-feira (7/10), que deverá concluir a votação do projeto em 30 dias e voltou a criticar a demora da tramitação na Câmara, onde o projeto era relatado pelo seu principal adversário político, o deputado Arthur Lira (PP-AL).

Renan deverá apresentar o cronograma de votação na quarta-feira (8/10) e já adiantou que deverá realizar ao menos quatro audiências públicas para discutir o projeto. O presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), indicou o senador alagoano por já ter relatado e aprovado na CAE um projeto alternativo na comissão, diante da demora na Câmara.

- Publicidade -
Leia também

O projeto deverá tramitar somente na CAE antes de seguir ao plenário do Senado. Renan disse que a Casa “não vai abrir mão” do seu papel e irá propor mudanças na matéria se julgar necessárias. Ao mesmo tempo, declarou que não deverá fazer mudanças no mérito da proposta, para que, assim, não volte para a Câmara.

“O Senado não vai abrir mão do cumprimento do seu papel. O que precisar ser modificado, será modificado, sim. Mas faremos de tudo para que a matéria não volte a Câmara, onde serviu, lamentavelmente, como instrumento de chantagem contra o governo e sobre a pauta do poder legislativo”, declarou.

O senador alagoano integra a base do governo no Senado. A isenção do IR é uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deverá ser um dos carros-chefes do Palácio do Planalto para alavancar a popularidade do petista à frente das eleições de 2026.

O projeto de lei 1087/2025, proposto pelo Governo Federal e relatado por Lira, propõe que quem ganha até R$ 5.000 por mês deixe de ser obrigado a declarar Imposto de Renda e que quem ganha até R$ 7.350 tenha uma desoneração parcial. Como compensação, os chamados “super-ricos”, que ganham acima de R$ 600 mil, deverão pagar mais impostos.