10 de junho de 2026

Julgamento do núcleo das fake news gera precedente para Eleições 2026

Julgamento do núcleo das fake news gera precedente para Eleições 2026
Julgamento do núcleo das fake news gera precedente para Eleições 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes fez, nesta terça-feira (21/10), um alerta duro sobre o uso de desinformação nas eleições de 2026. A afirmação de Moraes foi realizada durante sessão de julgamento do núcleo 4 da trama golpista. O grupo foi condenado por ter contribuído, por meio da disseminação de fake news sobre as urnas eletrônicas, com a tentativa de golpe de Estado de 2022.

O entendimento de Moraes, em linha com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), é de que o núcleo 4, formado por sete réus, exerceu papel crucial para a tentativa de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, mesmo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a Presidência da República. As condenações variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos de prisão.

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“Todos que insistem em desinformação devem saber, ficar atentos já com esse precedente do STF”, afirmou Moraes. “Fica o alerta para que cessem essas atividades nas eleições do ano que vem”, disse o ministro.

Veja quem são e as penas de cada um dos réus

  • Ângelo Denicoli (major da reserva do Exército): condenado a 17 anos de prisão, sendo 16 anos e seis meses em reclusão e 6 meses em detenção e 120 dias-multa.
  • Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército): 15 anos e seis meses de prisão, sendo 15 anos em reclusão e seis meses em detenção, iniciado em regime fechado e 120 dias-multa.
  • Marcelo Bormevet (agente da Polícia Federal): 14 anos e 6 meses de prisão, sendo 14 anos em reclusão e 6 meses de detenção, início regime fechado mais 120 dias-multa.
  • Giancarlo Rodrigues (subtenente do Exército): 14 anos de pena privativa de liberdade, sendo 13 anos e 6 meses de reclusão, seis meses de detenção, com regime inicial fechado mais 120 dias-multa.
  • Ailton Moraes Barros (ex-major do Exército): 13 anos e seis meses de pena privativa de liberdade, sendo 13 anos reclusão, seis meses de detenção, com regime inicial fechado, mais 120 dias-multa.
  • Guilherme Marques Almeida (tenente-coronel do Exército): 13 anos e seis meses de pena privativa de liberdade, sendo 13 anos de reclusão, seis meses de detenção, com regime inicial fechado, mais 120 dias-multa.
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal): 7 anos e 6 meses de pena, com início de regime em semiaberto mais 40 dias-multa.

O apontamento de Moraes a respeito do “precedente” que passa a existir na Corte é uma sinalização de que casos semelhantes que possam vir a acontecer no futuro podem ter o mesmo destino, ou seja, a condenação.

“Esse núcleo não é um núcleo periférico porque toda a organização criminosa se deu a partir da desinformação que chegou a níveis nunca antes vistos nesse país”, frisou o ministro.

O julgamento dessa terça teve placar de 4 a 1 pela condenação dos sete réus. A favor da imputação de pena votaram os ministros Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. A favor da absolvição de todos os réus votou o ministro Luiz Fux, que entendeu não haver provas para condená-los.

“Preliminarmente, declaro a incompetência absoluta do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar a presente ação penal, nos termos em que já me manifestei”, afirmou Fux.

23 imagensA Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, na manhã desta terça-feira (21/10), o julgamento do núcleo 4, conhecido como o grupo de desinformação, no âmbito do processo referente à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. No total, são sete réus acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de propagar notícias falsas sobre as urnas eletrônicas.A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, na manhã desta terça-feira (21/10), o julgamento do núcleo 4, conhecido como o grupo de desinformação, no âmbito do processo referente à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. No total, são sete réus acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de propagar notícias falsas sobre as urnas eletrônicas.A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, na manhã desta terça-feira (21/10), o julgamento do núcleo 4, conhecido como o grupo de desinformação, no âmbito do processo referente à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. No total, são sete réus acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de propagar notícias falsas sobre as urnas eletrônicas.A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, na manhã desta terça-feira (21/10), o julgamento do núcleo 4, conhecido como o grupo de desinformação, no âmbito do processo referente à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. No total, são sete réus acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de propagar notícias falsas sobre as urnas eletrônicas.A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, na manhã desta terça-feira (21/10), o julgamento do núcleo 4, conhecido como o grupo de desinformação, no âmbito do processo referente à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. No total, são sete réus acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de propagar notícias falsas sobre as urnas eletrônicas.Fechar modal.1 de 23

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A condenação dos réus do núcleo 4 foi pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; organização criminosa armada; dano qualificado; e deterioração de patrimônio tombado.

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Presidência

Em 2022, Moraes era o presidente do TSE à época das eleições. Hoje, a Corte é comandada pela ministra Cármen Lúcia, mas a presidência do tribunal eleitoral será assumida pelo ministro Nunes Marques em 2026.

No próximo ano, o Brasil vai realizar eleições para deputado estadual e federal, governador, senador, vice e presidente da República.